Cotidiano

PIB paulista este ano cresce 2,3%; em 2019, mais 1,5%

O PIB (Produto Interno Bruto) do Estado de São Paulo, calculado pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), no acumulado dos quatro trimestres terminados no 3º trimestre de 2018, cresceu 2,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. A projeção para o ano de 2018 (de janeiro a dezembro) da taxa de crescimento do PIB paulista é de 2,3%. Esse patamar é superior ao projetado pelo Boletim Focus para a economia brasileira no mesmo período, 1,3%. Para 2019, as projeções se mantêm e o PIB de São Paulo deverá se ampliar em 1,5%.

  • 22/12/2018 06:11
  • Contexto Paulista

PIB paulista este ano cresce

2,3%; em 2019, mais 1,5%

O PIB (Produto Interno Bruto) do Estado de São Paulo, calculado pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), no acumulado dos quatro trimestres terminados no 3º trimestre de 2018, cresceu 2,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. A projeção para o ano de 2018 (de janeiro a dezembro) da taxa de crescimento do PIB paulista é de 2,3%. Esse patamar é superior ao projetado pelo Boletim Focus para a economia brasileira no mesmo período, 1,3%. Para 2019, as projeções se mantêm e o PIB de São Paulo deverá se ampliar em 1,5%.

 

Otimismo em alta

A Pesquisa de Confiança dos Supermercados do Estado de São Paulo, feita pela Apas (Associação Paulista de Supermercados) apresenta, neste mês de dezembro, 37% de otimismo geral com a situação econômica do setor ante os 33% apontados em novembro. A confiança é ainda maior em relação ao futuro: 52% dos empresários do setor estão confiantes e otimistas para o ano de 2019. Este resultado é o maior desde 2015, quando começou a recessão econômica.

 

Cai o desemprego

As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese, mostram que a taxa de desemprego total na Região Metropolitana de São Paulo diminuiu pelo segundo mês seguido, ao passar de 16,5% em outubro, para 15,7%, em novembro. O índice decorreu da elevação do nível de ocupação com a geração de 108 mil postos de trabalho.

 

Agronegócio equilibra balança

De janeiro a novembro de 2018, as exportações do Estado de São Paulo somaram US$ 47,86 bilhões (21,8% do total nacional) e as importações US$ 56,51 bilhões (34% do total nacional), gerando um déficit de US$ 8,65 bilhões, segundo o IEA (Instituto de Economia Agrícola), instituição de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. No mesmo período, o agronegócio sofreu queda nas exportações (-13%), atingindo US$ 15,18 bilhões, enquanto as importações subiram (+1,6%), somando US$ 4,55 bilhões, resultando em um saldo de US$ 10,63 bilhões, montante 18% menor que o apresentado em 2017. Mas mesmo em queda, o superávit do agronegócio continua sendo fundamental para equilibrar as contas do Estado.

 

Os destaques

Nestes 11 meses, os principais grupos nas exportações do agronegócio foram: complexo sucroalcooleiro (US$ 4,71 bilhões), carnes (US$ 1,97 bilhão), sucos (US$ 1,73 bilhão), complexo soja (US$ 1,71 bilhão) e produtos florestais (US$ 1,70 bilhão). Esses cinco agregados representaram 77,9% das exportações setoriais do Estado. Segundo o IEA, os resultados das vendas externas paulistas foram impactados pela queda de 40% no complexo sucroalcooleiro e de 22,6% no café. Carnes, sucos, complexo soja e produtos florestais, quando comparado com os resultados do mesmo período de 2017, oscilaram positivamente.

 

Prevenção nos açougues

Os supermercados e os açougues de todo o Estado terão de divulgar dados dos fornecedores de carne, segundo prevê o projeto de lei 30/2016, aprovado em plenário na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) no último dia 13. Jorge Wilson Xerife do Consumidor (PRB) é o autor da medida. “É importante que a pessoa saiba de onde vem o produto na hora de comprar”, diz ele. “Isso também inibirá os estabelecimentos que ainda vendem carnes fora de suas embalagens originais no intuito de mascarar sua procedência”. Com a proposta, os comerciantes serão obrigados a expor, em local visível ao consumidor, as informações sobre o frigorífico fornecedor dos produtos à venda, incluindo o número de sua inspeção, além da data de validade impressa na embalagem. A ingestão de carne contaminada ou estragada pode gerar doenças como enterites (infecções por bactérias, como salmonela), verminoses (como cisticercose) e intoxicações alimentares. Para virar lei, a proposta terá que passar pela caneta do governador.

 

Transparência animal

Outra proposta aprovada na Alesp obriga a exibição em gôndolas de informações sobre produtos que sejam de origem animal, contenham animais ou tenham sido produzidos a partir de métodos que utilizem animais. O deputado Feliciano Filho (PRP), autor da medida, diz que o consumidor tem o direito de saber o que está consumindo. “Se tiver um produto com componentes de origem animal, veganos e vegetarianos não terão interesse em consumir”, diz ele. Segundo o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), é direito do consumidor a informação sobre a procedência desses produtos. Se o projeto for sancionado pelo governador, haverá prazo de um ano para que os estabelecimentos se adaptem à nova lei.

 

Fim do Ipesp

Nesta quarta-feira, o governador Márcio França (PSB) sancionou o projeto de lei que autoriza a extinção do Ipesp (Instituto de Pagamentos Especiais de São Paulo) e transfere sua administração para a Secretaria da Fazenda do Estado. Os cerca de 10 mil advogados aposentados e pensionistas passarão a ser pagos diretamente pelo Tesouro Estadual.