PIESP

Pesquisa prevê R$ 168 milhões de investimentos na região

Destaque vem no setor de infraestrutura, mais especificamente na área de “eletricidade e gás”: são R$ 160 milhões, ou 95,2% do total estimado

  • 08/10/2019 08:11
  • THIAGO MORELLO - Da Redação

A Piesp (Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo), elaborada pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), revelou que no 1º semestre de 2019 foram contabilizados 182 investimentos, totalizando R$ 67,7 bilhões em todo o território paulista. Mas, ao analisar as RAs (Regiões Administrativas), Presidente Prudente se qualificou como o 6º maior município, conforme o levantamento. À região, do valor total, mostra-se que R$ 168 milhões devem ser investidos.

Do contingente anunciado pela Fundação Seade, o destaque vem no setor de infraestrutura, mais especificamente na área de “eletricidade e gás”. São R$ 160 milhões, quase o todo, que representam 95,2% dos investimentos anunciados. Em seguida, e fechando, vem o comércio, com R$ 8 milhões na categoria de “atacado” (4,8%), como também mostra na pesquisa. A 10ª RA, cuja sede é Prudente, fica logo atrás da região de Sorocaba, com R$ 540,7 milhões (veja gráfico).

MAIOR INVESTIMENTO:

PRODUÇÃO DE BIOMETANO

No topo dos investimentos, como já noticiado por este diário, vem a intenção da Usina Cocal, de Narandiba, produzir biometano, a partir de resíduos da cana-de-açúcar (vinhaça, palha e torta de filtro). Por meio de parceria com a distribuidora GasBrasiliano, será construída uma rede com 65 km de extensão, para transportar o gás de Narandiba até Presidente Prudente e Pirapozinho, os primeiros municípios do país a terem um sistema exclusivo de distribuição desse biocombustível. Na primeira etapa, a intenção é que 230 mil pessoas sejam beneficiadas com a medida. A estimativa é de que a operação comece no segundo semestre de 2020.

Considerada pelo setor o “pré-sal do oeste paulista”, pela capacidade de produção que pode chegar a 10 milhões de metros cúbicos por dia, a região se tornará em breve a primeira na distribuição de biometano no Brasil. Responsáveis pelo efetivo, as empresas GasBrasiliano e a Usina Cocal estimavam que as obras relativas às tubulações, para que seja possível a entrega do biogás, fosse iniciadas ainda em agosto de 2019.

Questionada, a GasBrasiliano disse que depende de algumas obras que estão sendo feitas na própria usina, em Narandiba, para que possam começar a atuar pela parte deles. Já a Cocal, também procurada, ainda não respondeu sobre o assunto.