Pequenos negócios se destacam na geração de empregos no país

  • 29/01/2020 17:13
  • Contexto Paulista

Os pequenos negócios no Brasil mantiveram, em 2019, um desempenho na geração de vagas de trabalho formal superior ao registrado pelas médias e grandes empresas. Trata-se do melhor saldo de empregos formais para esse segmento dos últimos cinco anos. A informação é do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) feita a partir de dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia. Segundo o órgão, os pequenos negócios terminaram o ano com um saldo de 731 mil postos de trabalho, número 22% acima do registrado em 2018. Já as médias e grandes empresas encerram o ano com um saldo negativo de 88 mil vagas, quase o dobro do registrado em 2018.

Importância estratégica
Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, esse resultado confirma a força e a importância estratégica dos pequenos negócios para a economia do país. “O saldo de empregos gerados pelos Pequenos Negócios sinaliza uma continuidade da retomada da economia do país e mostra que por mais um ano, foram as pequenas empresas que sustentaram a geração de novos postos de trabalho com carteira assinada”, destaca Melles.

Serviços em primeiro
De acordo com o Sebrae, em todos os setores da atividade econômica, em 2019, os pequenos negócios registraram saldos positivos de emprego, com destaque para o setor de Serviços, que gerou um saldo de quase 400 mil postos de trabalho, mais da metade dos empregos criados por esse nicho de empresas em 2019.

Construção em alta
O Índice de Confiança da Construção, medido pela FGV (Fundação Getulio Vargas), cresceu 2,1 pontos na passagem de dezembro de 2019 para janeiro deste ano. Essa foi a oitava alta consecutiva do indicador, que chegou a 94,2 pontos, maior patamar desde maio de 2014 (94,6 pontos). A informação é da Agência Brasil. O Índice de Situação Atual, que mede a confiança dos empresários da construção no momento presente, avançou 1,7 ponto e chegou a 84,3 pontos.

Protagonismo no setor
O Índice de Expectativas, que mede a confiança do empresariado do setor em relação aos próximos meses, cresceu 2,4 pontos e alcançou 104,2 pontos, o maior valor desde setembro de 2012 (104,5 pontos). Dos quesitos que compõem esse índice, a principal alta veio da demanda prevista para os próximos três meses. Segundo a pesquisadora da FGV Ana Maria Castelo, o resultado de janeiro é um sinal do que deve ser a dinâmica predominante em 2020: um aumento do protagonismo da área de edificações, puxado pela melhora do mercado imobiliário residencial em 2019.

Confiança no comércio
O Icom (Índice de Confiança do Comércio) subiu 1,3 ponto na passagem de dezembro para janeiro, para 98,1 pontos, informou na segunda-feira, a Fundação Getulio Vargas. No índice de médias móveis trimestrais, o indicador avançou 0,2 ponto em janeiro. Segundo a FGV, a melhora na confiança neste início do ano de 2020 é puxada pela melhora das expectativas, que voltaram a subir depois de um período de espera dos empresários no final do ano passado. A informação é da publicação Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Balanço positivo do Caged
O mercado de trabalho brasileiro criou 644.079 empregos com carteira assinada em 2019, de acordo com dados consolidados do Caged, divulgados na sexta-feira, pelo Ministério da Economia. É a maior abertura de vagas formais no país desde 2013. O saldo de 2019 foi resultado de 16.197.094 admissões e 15.553.015 demissões ao longo do ano. Em 2018, o saldo havia sido positivo em 529.554 postos de trabalho, na série já com ajustes (que inclui declarações fora do prazo).

Uva gourmet
O município de Pilar do Sul, na região de Sorocaba, promoveu, pelo segundo ano consecutivo e com a presença de 300 pessoas, a segunda cerimônia de colheita da Pilar Moscato, a primeira uva gourmet do Brasil. Após quase dez anos de pesquisas realizadas por integrantes da Cooperativa Agroindustrial Associação Paulista de Produtores de Caqui (APPC), que conta atualmente com 35 cooperados, surgiu em 2015 a uva Pilar Moscato.

Máquinas e equipamentos
O setor de máquinas e equipamentos teve alta de 0,7% na receita líquida de 2019 em comparação com o ano anterior, segundo o jornal “Cruzeiro do Sul”, de Sorocaba. Conforme o balanço divulgado na segunda-feira pela Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), a receita líquida das indústrias de bens de capital ficou em R$ 82,4 bilhões no ano passado, alcançando R$ 5,9 bilhões em dezembro. O nível de emprego no segmento teve alta de 3% em 2019 em comparação com o ano anterior, com a abertura de 1,5 mil vagas. A indústria de máquinas e equipamentos empregava até o fim do último ano 302,3 mil pessoas.