Participação política é necessária desde a juventude

  • 17/03/2020 04:48
  • DA REDAÇÃO

Tendo em vista a proximidade das eleições municipais de 2020, a Justiça Eleitoral iniciou uma campanha que conscientiza os jovens sobre a importância de sua participação no pleito. Para isso, representantes dos cartórios eleitorais seguem até as escolas para realizar palestras e chamar a atenção dos adolescentes para que façam o alistamento, isto é, emitam o primeiro título eleitoral, tornando-se capazes de fazer parte do processo político.

Isso porque, até 6 de maio, jovens que completam 16 anos até a data do primeiro turno (4 de outubro) podem efetuar o alistamento e tornarem-se aptos para ir às urnas eletrônicas. Em Presidente Prudente, este público não só é necessário, como também é expressivo o suficiente para mudar os rumos de uma eleição. Conforme noticiado recentemente por O Imparcial, em 2019, a população votante de Prudente, segundo o TRE (Tribunal Regional Eleitoral), era de quase 172 mil pessoas. Já o número de jovens prudentinos entre 15 e 19 anos, no mesmo período, está estimado em pouco mais de 16 mil. Isso significa que só eles podem representar, juntos, cerca de 10% do eleitorado.

É muito importante que, desde cedo, os jovens desenvolvam a consciência sobre a importância de participarem ativamente da construção da democracia e entenderem o voto como o exercício fundamental da cidadania. Mais do que nunca, este público precisa compreender que é peça primordial de uma sociedade e que o governo em exercício também o representa. Desta forma, os jovens também têm o direito e o poder de emitir suas próprias opiniões, fazer suas reivindicações enquanto cidadãos, fiscalizar seus representantes e lutar por melhores condições de vida para todos.

Isso só é possível se houver o despertar da população jovem para a realidade que os cerca, o que se dá a partir do acesso adequado ao conhecimento e à informação correta. Isso porque não basta apenas comparecer às urnas na data em questão, mas ser capaz de votar conscientemente e com responsabilidade, sempre pesando quais são as melhores pessoas para governar pelos nossos direitos – ainda mais se considerarmos que a corrupção e os maus governantes são resultado do voto imprudente. Se o jovem for capaz de distinguir e compreender tudo isso, certamente estaremos no caminho certo para construir uma juventude mais cidadã, ativa e protagonista.