José Reis - Devido à falta de iluminação, parque ecológico é frequentado somente durante o dia

Foto: José Reis - Devido à falta de iluminação, parque ecológico é frequentado somente durante o dia

FALTA ILUMINAÇÃO

Parque Ecológico São Lucas e São Matheus continua no escuro

Segundo Prefeitura, local enfrentou ao menos três grandes casos de furtos de cabos e fios elétricos, situação que provocou prejuízo de mais de R$ 200 mil

  • 17/09/2019 09:55
  • MARCO VINICIUS ROPELLI - Especial para O Imparcial

Uma antiga demanda continua a preocupar os moradores e frequentadores do Parque Ecológico do São Lucas e São Matheus, em Presidente Prudente. Desde o furto dos fios e cabos que alimentam os postes de iluminação, ainda em 2018, as noites do local são escuras e vazias. O aposentado Nelson Gonçalves de Souza, 63 anos, mora em frente ao parque, e costuma, durante as tardes, caminhar no espaço. Ele afirma ter o desejo de frequentar o local no período noturno, mas teme os riscos que a falta de iluminação ocasiona. “Às vezes, algumas pessoas gostariam de estender um pouco mais a caminhada, mas não podem! Escureceu, fica inviável ficar aqui!”.

Além de Nelson, a aposentada Márcia Carvalho, 54 anos, também se incomoda com a situação. “Eu não tenho coragem de vir [ao Parque Ecológico] durante a noite, porque é muito escuro”. Caso semelhante ao da aposentada Antonia Donizete Costa, 60 anos, que passeava com a neta no parque durante a manhã. Ela relata que adoraria levar as crianças, durante a noite, para se divertir nos brinquedos instalados na praça, mas o local está inutilizável após o pôr do sol.

A falta de iluminação não é a única reclamação recorrente sobre o parque ecológico. Frequentadores se queixam de falta de cestos de lixo, banheiro e bebedouro. Situações que transformam uma tarde de lazer em algo pouco prazeroso, principalmente para os que vêm de outros bairros caminhar, fazer exercícios ou simplesmente aproveitar a natureza.

Em contrapartida, a instalação do posto policial no local foi algo positivo, principalmente no que se refere à inibição de usuários de entorpecentes, como ressaltou a moradora do bairro e pensionista Marli Pereira da Silva, 57 anos.

Em outras ocasiões, a Prefeitura foi questionada, pela reportagem, sobre o mesmo assunto, como na matéria veiculada no dia 4 de abril deste ano. Por meio de nota, a administração informou que havia recuperado a iluminação de parte do parque ecológico e que uma licitação para reposição dos cabos furtados estava em andamento. Passados pouco mais de três meses, a situação continua a mesma e a população cobra resultados do Executivo.

Prejuízo de R$ 200 mil

A reportagem entrou outra vez em contato com a Secretaria Municipal de Comunicação, a qual informou que o local enfrentou ao menos três grandes casos de furtos de cabos e fios elétricos, situação que provocou prejuízo de mais de R$ 200 mil. Ressaltou, ainda, que Sosp (Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos) está estudando mudanças na estrutura elétrica do local, para tentar coibir atos criminosos. Após a análise, o município buscará recursos para viabilizar a obra.

Resta o cansaço dos usuários do parque ecológico, que esperam há muito tempo, mas não veem soluções. “A gente gostaria que não fosse assim. É um lugar muito bom, gostoso, agradável, durante o dia, final de semana você vê muitas famílias, com crianças, fazendo piquenique”. As palavras do Nelson retratam bem o real desejo da população, poder usar o parque todas as horas para se divertir.