Dor no ouvido

Otite de verão é comum no público infantil

PÂMELA BUGATTI - Especial para O Imparcial • 07/12/2018 07:11:00

Foto: Marcio Oliveira - Quando Caio teve otite, ele tratou com antibiótico e ficou sem poder praticar natação

A otite externa, mais conhecida como otite do verão ou otite dos nadadores, é uma infecção frequente nesta estação. O problema é mais recorrente em crianças, embora possa ocorrer em qualquer idade. A otite média é a infecção que ocorre na orelha média. Esta infecção pode surgir por conta de vírus e bactérias que entram no ouvido interno através da tuba auditiva, em decorrência do acúmulo de muco na nasofaringe, parte mais interna do nariz, diretamente conectada à tuba. O otorrinolaringologista do HR (Hospital Regional) de Presidente Prudente, Gabriel Cardoso Ramalho Neto, 49 anos, fala que essa infecção se refere a uma inflamação na orelha média ou externa, concentrada na mucosa do ouvido ou do tímpano. “Sua principal característica é a dor no ouvido, coceira e secreção conhecida como otorreia”.

Os hábitos de higiene são extremamente importantes, como secar o ouvido após o banho, usar solução de álcool boricado, que é encontrado nas farmácias, e o uso de tampões de silicones, que podem ser achados em lojas de natação. O médico aponta que também é importante evitar o uso de cotonetes, pois “traumatizam a pele e criam o meio para penetração de bactérias e fungos”.

A infecção deve ser tratada normalmente, podendo ser por meio de gotas otológicas, antibióticos e corticoides. Também pode ser utilizada compressa seca para aliviar a dor, com uso de analgésico e anti-inflamatório. Se a infecção estiver saindo do controle é indicado que o paciente busque ajuda de um médico otorrinolaringologista mais próximo. A infecção não é transmissível, porém, os causadores do contágio podem ser transmitidos por meio de secreções, em contato com superfícies contaminadas, compartilhadas em objetos pessoais.

A empresária Fabiana Morais Tanaka Beraldo, 38 anos, conta que quando era criança não usava a touca no momento da natação, o que causou muitos problemas no ouvido durante sua infância. “Me lembro até hoje, que escorria pus da minha orelha. Hoje eu pago as consequência. Praticamente não tenho audição do lado direito, devido à falta de cuidado, quando era criança”. O otorrino, por sua vez, fala que o uso da touca é essencial, junto com os tampões de silicones. “A touca não segura tão bem a pressão da água”.

Já a enfermeira Fernanda Furlan Bragheto Campos, 39 anos, fala que seu filho Caio Bragheto Campos, 8 anos, teve otite, e relata que o fundamental é cuidar, sendo que o pequeno ficou pelo menos 10 dias sem ir à natação. “Cuidei com antibiótico e ele ficou mais de uma semana sem nadar”, afirma.

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