Presidente Venceslau

Operação Atena identifica “falsos juízes” e prende 3

Criminosos obtinham informações sobre pessoas detidas e aplicavam golpes cobrando supostas “fianças” dos encarcerados

MARIANE GASPARETO - Da Redação • 02/11/2018 13:11:38

Operação, deflagrada ontem, envolveu DIG, Dise e CPJ em Presidente Venceslau. Foto: Delegacia Seccional de Polícia de Presidente Venceslau

Ontem, a Polícia Civil deflagrou a operação policial denominada Atena, que resultou na prisão em flagrante de três pessoas pelos crimes de falsa identidade, estelionato, lavagem de capitais e associação criminosa. De acordo com as informações, criminosos se passavam por juízes para obter informações a respeito de pessoas presas e então exigiam o pagamento de supostas fianças aos familiares. A operação foi articulada após seis meses de investigações realizadas pela DIG (Delegacia de Polícia de Investigações Gerais) e Dise (Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Entorpecentes), com o apoio da CPJ (Central de Polícia Judiciária), sediadas em Presidente Venceslau.

O objetivo da ação policial de ontem consistiu no cumprimento de mandados de prisões e de buscas domiciliares, expedidos em desfavor de integrantes de uma associação criminosa destinada à prática de estelionatos sediada nas cidades de Itaitinga (CE) e Maracanaú (CE). As investigações foram iniciadas em março deste ano com o recebimento de requisição da Comarca de Venceslau em que foi noticiado o recebimento de ligações no Fórum por um desconhecido que se apresentou como “juiz assessor da corregedoria” ou como “juiz do plantão” e, mediante emprego de ardil, conseguiu obter informações a respeito de pessoas presas e que estavam aguardando a audiência de custódia.

Com o avanço das investigações, foi apurado que o Plantão Policial também recebeu ligações com o mesmo intuito, bem como foi apurado que um familiar de uma das pessoas presas na época dos fatos havia recebido ligação telefônica em que o interlocutor se apresentou como “juiz” informando que seu parente estava preso e sua liberdade estava condicionada ao pagamento da fiança. Apurou-se que o familiar efetuou o pagamento da suposta fiança e, posteriormente, tomou conhecimento que havia caído em um golpe.

Após investigação, os integrantes da associação criminosa foram identificados e suas funções foram individualizadas dentro do esquema criminoso, bem como foram identificadas outras vítimas no Estado de São Paulo. As investigações deram conta em identificar o autor das ligações direcionadas no Fórum e no Plantão Policial Permanente, ambos de Presidente Venceslau, responsável por se apresentar como “juiz assessor da corregedoria” e mediante ardil sobre os funcionários, captou dados de pessoas presas. As informações foram repassadas para o segundo autor, também identificado, responsável por efetuar contato com os familiares dos presos e, mediante ardil, obteve vantagem ilícita mediante o pagamento da suposta fiança. Os autores foram localizados na cidade de Itaitinga.

Ainda, as investigações permitiram identificar mais duas pessoas, também do Ceará, integrantes da associação criminosa incumbidas de receber os valores obtidos mediante fraude para posterior movimentação bancária e ocultação dos valores. As investigações embasaram a decretação de quatro prisões temporárias e de dois mandados de busca e apreensão domiciliar, sendo localizados até o momento três investigados que foram presos, sendo que o quarto está foragido.

 

 

 

 

 

 

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