Operação apura desvio de recursos em Câmara

Ação da Polícia Civil, MPE e TCU cumpriu mandados de busca e apreensão no prédio do Legislativo e em três residências

ANDRÉ ESTEVES - Da Reportagem Local • 30/01/2018 12:04:16

. Foto: Marcio Oliveira, Órgãos cumpriram 4 mandados de busca na manhã de ontem

A Polícia Civil, o MPE (Ministério Público Estadual) e o TCU (Tribunal de Contas da União) cumpriram, na manhã de ontem, quatro mandados de busca e apreensão em Sandovalina. A operação integrada, que recebeu o nome de Tríade, tem o objetivo de investigar irregularidades de ordem financeira e contábil na Câmara Municipal durante o exercício de 2015. De acordo com o delegado Luís Carlos de Oliveira, as buscas foram feitas no prédio do Legislativo; na residência do ex-presidente da casa, Alan Ferreira dos Santos; no imóvel da mãe do ex-vereador; e na casa de um servidor da Câmara. A ação contou com a participação de dez viaturas e 22 policiais, sendo três delegados e 19 investigadores e agentes.

Conforme a promotora de Justiça, Fabiola Castilho Soffner, a investigação começou a partir de um inquérito civil da Promotoria de Justiça de Pirapozinho e se desdobrou em um inquérito policial, que apura supostos desvios de recursos públicos e bens de propriedades da casa de leis. Ao longo de toda a manhã, a equipe composta por policiais e fiscais do TCU fizeram a análise de documentos e a verificação de balanço patrimonial, averiguando irregularidades que vão além daquelas apontadas no curso da investigação. “A partir do material apreendido, serão tomadas as medidas cabíveis tanto na área do patrimônio público, com ações de improbidade, quanto na área penal, por meio da denúncia dos respectivos crimes apurados e comprovados e, eventualmente, a prisão dos envolvidos”, expõe.

À reportagem, o ex-presidente da Câmara, Alan Ferreira dos Santos, afirma que os policiais estiveram em sua casa na manhã de ontem, mas não levaram nada do local. Ele acrescenta que seu advogado cuidará do caso e nega participação em qualquer desvio de verba pública ao longo do exercício. Como o nome do servidor não foi revelado à reportagem, não foi possível identificá-lo para que manifestasse.

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