Oficina ensina montagem de robô desenhista no Sesc Thermas

Prudente

| BEATRIZ DUARTE - Especial para O Imparcial

Tecnologia robótica foi o assunto da tarde de ontem, na oficina de Robô Desenhista, realizada pelo Sesc Thermas de Presidente Prudente, cujo o objetivo foi ensinar o processo de montagem de um robô. O trabalho fez parte dos dois programas promovidos nesse mês pelo ETA (Espaço de Tecnologias e Artes) do local, em parceria com Estúdio Hacker Day, um grupo multidisciplinar de São Paulo, especializado em atividades tecnológicas e artísticas baseada na filosofia Hacker.

Segundo Nilo Mortara, 29 anos, técnico em programação, responsável pelo conteúdo do ETA, o espaço tem como objetivo de promover programações que façam a introdução do uso da computação em várias áreas da vida das pessoas. Com atividades pequenas e ainda pouco frequentes, o espaço tem a pretensão de se intensificar neste ano.

Pela primeira vez em Presidente Prudente, mas no mercado há quase três anos, João Adriano, engenheiro de software e um dos professores da oficina, disse que o Robô Desenhista foi um projeto especial criado para a inauguração de uma das unidades do Sesc. Ainda sem uma linguagem própria, o protótipo é chamado de desenhista porque atende a comandos de direita e esquerda, para frente e para trás, que formam objetos em uma folha.

De acordo com o convidado, desde a sua criação, o projeto do robô passou por várias remodelagens na estrutura técnica. A principal preocupação da equipe foi com a questão didática, pois o importante era fazer com que todos que quisessem montar o robô tivessem a oportunidade de forma clara.

Outro integrante do grupo, Maurício Sandler Mudrick trabalha como consultor de tecnologia há 20 anos. Para ele, o robô pode parecer algo simples, mas abre portas para um novo mundo, já que envolve todo um processo de técnicas de pesquisas, além de aprender a como pensar para desenvolver um projeto desse porte. “A tecnologia está presente na nossa vida, mas muitas vezes escondida. Nosso trabalho é tornar isso claro para as pessoas, fazer com que elas olhem e consigam enxergar o avanço tecnológico”.

 

A tecnologia está presente na nossa vida, mas muitas vezes escondida. Nosso trabalho é tornar isso claro para as pessoas, fazer com que elas olhem e consigam enxergar o avanço tecnológico

Maurício Sandler Mudrick,

membro do hacker day

 

Mãos na massa

Os participantes foram responsáveis por todo o processo da montagem do robô, após a explicação dos professores sobre passo a passo da construção, desde os materiais utilizados até os detalhes finais. Além disso, eles deixaram como dica para os alunos sites especializados que possuem roteiros explicando o processo e a possiblidade de equipamentos precisos na montagem de um robô, e páginas apropriadas para guardar códigos de programação utilizados para dar vida ao projeto.

Como estudante de computação, e interessado pela área da robótica, o professor de inglês, Alan Albuquerque, 27 anos, disse que está sempre de olho em feiras e assuntos que envolvem a tecnologia. E o incentivo para participar da oficina veio da chance de montar pela primeira vez um robô. “Essa é a primeira vez que participo da oficina e acho importante que todas as pessoas aprendam algo relacionado, pois os avanços tecnológicos estão presentes em nosso dia a dia”.

A paixão pela tecnologia é o que motivou a presença do estudante Rodolfo Augusto Arcanjo, 10 anos, que participou não só da oficina do robô desenhista, mas também do bate-papo sobre Cultura Marker, um movimento que começou por volta da década de 50 que tem o princípio de que pessoas comuns podem construir consertar, modificar e fabricar os mais diversos tipos de objetos por meio de suas próprias mãos, oferecida pelo Estúdio Hacker na quinta-feira.

Com a intenção de cursar Engenharia Mecatrônica, Rodolfo acha importante já estar inserido na área. “Acredito que mais para frente a tecnologia vai dominar o mundo e o setor será uma grande oportunidade de trabalho para as pessoas preparadas”.

 

Estúdio Hacker

Criado em 2017, a equipe é formada por cinco pessoas. Entre eles, um arquiteto, uma artista plástica, dois engenheiros e um comunicador social. As múltiplas áreas que trabalham em conjunto contribuem para a diversidade do conteúdo e projetos desenvolvidos pelo estúdio. Com o princípio da reciclagem, mostram o poder da tecnologia, ao transformarem uma caixa de café, e duas canetas em corpo e braços de um robô, chamado Pilãobô, um dos primeiros projetos.

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