Oficina aborda uso de plantas alimentícias pouco conhecidas

Atividade foi realizada na manhã de ontem e contou com a participação de 24 moradores da Vila da Dignidade; no final, ocorreu o plantio de mudas, que serão usadas para próprio consumo

BEATRIZ DUARTE - Especial para O Imparcial • 02/03/2018 14:50:34

. Foto: Cedida, Após receberam as devidas orientações, participantes da ação fizeram ainda plantio de mudas

A Vila da Dignidade do Conjunto Habitacional Humberto Salvador, em Presidente Prudente - entidade que acolhe idosos de baixa renda - recebeu ontem, a Oficina de Plantas Medicinais e de Pancs (plantas alimentícias não convencionais), realizada pela ESF (Estratégia da Saúde da Família).  Na ocasião, os 24 moradores do lar receberam orientações sobre os nutrientes presentes nos alimentos e realizaram o plantio de mudas para o próprio consumo.

Responsável por ministrar a atividade, a nutricionista da Equipe do Nasf (Núcleo de Apoio à Saúde da Família), Flávia Pelloso, conta que o projeto é feito por uma equipe multidisciplinar, composta por profissionais da fisioterapia, psicologia, educação física, assistente social e nutrição. Intitulado Grupo Vivências, presta auxílio a duas ESFs da cidade. O trabalho é realizado às quintas-feiras, através de uma roda de conversa, onde os idosos compartilham questões emocionais e do dia a dia.

Durante a oficina, a nutricionista destacou os benefícios das ervas medicinais e das plantas alimentícias não convencionais, associadas com uma alimentação saudável. Ainda pouco conhecidas, essas hortaliças não estão incluídas no nosso cardápio cotidiano. São vegetais que nascem em regiões de sítios, calçadas e jardins. Demandam baixo custo, justamente por não exigirem a necessidade de manutenção. “Muitas vezes, as pessoas não valorizam o teor dessas plantas porque geralmente não conhecem, ou nem prestam a devida atenção. O teor da oficina foi trazer essa novidade”.

Segundo ela, o uso desses alimentos auxilia na melhora da saúde dos moradores. “Eles são ricos em vitaminas, minerais, possuem fibras que controlam o colesterol e a glicemia, desintoxicante e por isso limpa o organismo, além de citoquímicos, que são substâncias do bem que ajudam no bom funcionamento do corpo humano”, explica. Beldroega, caruru branco, folha da batata doce, ora-pro-nóbis e serralha foram as plantas apresentadas.

No dia a dia, elas podem ser utilizadas em tortas, pães, omeletes, refogados, sucos e saladas, nos dois últimos, sendo necessária a realização de um branqueamento, ou seja, a lavagem na água quente e, em seguida, a refrigeração do produto. Esse procedimento é feito para retirar substâncias não nutricionais que podem atrapalhar a digestão e a absorção dos nutrientes.

Já na parte das ervas aromáticas, os participantes conheceram o safrão da terra, gengibre, salsinha, hortelã, manjericão e cebolinha japonesa. Elas devem ser utilizadas como temperos e chás.

Com o intuito de retomar os antigos hábitos alimentares esquecidos após as chegadas dos produtos industrializados, a especialista ressaltou para os participantes que viver mais próximo da natureza e utilizar dos seus alimentos é a forma mais simples de melhorar a saúde. Questionada sobre a continuação do projeto, Flavia comenta que no segundo semestre, a intenção é desenvolver uma oficina culinária com a utilização das plantas. “Além disso, toda semana um idoso é responsável por levar para um grupo, um chá de sua preferência obtido através das plantas medicinais, e explicar para os presentes quais os benefícios dela para a saúde”, finaliza.

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