COTIDIANO

O ser humano está doente! A vida se tornou algo banal!

  • 27/06/2019 04:23

Cada dia mais a sensação de impotência, o sentimento de pavor e indignação cresce nas pessoas de bem. Nas pessoas que ainda podem ser consideradas como “racionais”. Quanta intolerância, ódio e maldade a sociedade tem sido vítima. E a região de Presidente Prudente está inclusa nesse cenário de horror com crimes absurdos, surreais.

Infelizmente, a edição deste jornal traz hoje uma triste e dolorosa notícia da morte, um assassinato de uma criança. Um bebê de apenas um aninho que perdeu a sua vidinha nas mãos de alguém que deveria protegê-lo: sua “vódrasta”, companheira de seu avô.  Ela não tinha o mesmo sangue desse anjinho, mas como pode alguém conseguir desferir um golpe com uma tábua de carne de madeira na cabeça de um bebê? Ele só estava brincando! Inocentemente, o pequeno Pietro estava apenas pedindo um pouquinho de atenção enquanto batia seu carrinho nas pernas daquela mulher que ocupava a função de avó! A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso ocorrido em Nova Guataporanga, e a assassina, merecidamente encarcerada.

No domingo, outro crime violento foi registrado em Presidente Epitácio. Movido por ciúmes da “ex-namorada” um homem de 27 anos matou a facadas um pedreiro, Flávio, de 26. Não contente, após o crime ele voltou à residência da ex e tentou matá-la enquanto ela dormia, passando a faca em seu pescoço. Não dá nem para imaginar uma coisa dessas!

A morte do motorista de aplicativo Luciano Galindo, de 42 anos, chocou a região na semana retrasada, mais precisamente no dia 14, quando seu corpo foi encontrado “jogado” dentro de uma valeta, em uma estrada que liga Álvares Machado a Presidente Bernardes. A princípio eram três homens, se existem monstros talvez essa fosse a designação correta pelo que fizeram com Luciano, mas depois foi confirmado o envolvimento de cinco. Ele atendeu o chamado para a morte quando lutava pelo sustento de sua família com o trabalho extra no aplicativo. Ao final da corrida, com destino final no Residencial Maré Mansa, o pobre motorista foi surpreendido pelo ocupante do banco de trás, que como pagamento desferiu ao menos 13 facadas em seu tórax. Na sequência ele foi posto no porta-malas do seu próprio carro e jogado como lixo na valeta em meio a um matagal.

Estes são apenas três casos que chegam a dar moleza nas pernas, náuseas. Casos que inevitavelmente fazem as lágrimas escorrerem pela face. Não precisamos conhecer para sentir a dor. E que dor!