Foto: Cedida/Fundação Florestal, Morro do Diabo é um atrativo turístico e está localizado na cidade de Teodoro Sampaio

Ecoturismo Número de visitantes ao Morro do Diabo cai 6,41%

 11/01/2018  - ANDRÉ ESTEVES - Da Redação

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Em 2017, o número de pessoas que visitaram o Parque Estadual Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio, caiu 6,41% na comparação com o ano anterior. Enquanto em 2016 foram recebidos 24.852 visitantes, o ano passado somou 23.257 pessoas. De acordo com a Fundação Florestal, órgão estadual responsável pela gestão do espaço, a baixa é justificada pela suspensão dos atendimentos durante o primeiro semestre. A medida ocorreu com o objetivo de evitar que excursões de outras localidades trouxessem o vírus da febre amarela para a região. Já no segundo semestre, as visitações foram realizadas normalmente.

Com relação à biodiversidade existente no parque, são apontadas 59 espécies de mamíferos, entre as quais é evidenciado o mico-leão-preto, que encontrou no local o refúgio para a sua maior população livre. A fauna é formada ainda por 285 tipos de aves, 53 de répteis, 426 de borboletas, 26 de peixes em riachos interiores e 15 de anfíbios. Já em termos de fauna, são mais de 280 espécies arbóreas. Dentre elas, é enfatizada a peroba-rosa, cuja reserva é a maior do sudoeste paulista.

Aberto diariamente, o Morro do Diabo é um dos pontos turísticos mais famosos do Pontal do Paranapanema e, além de suas atrações naturais, dispõe de uma hospedaria com capacidade de até 40 pessoas, composta de quartos com banheiros, cozinha, sala de jantar e sala de TV. Há ainda área com churrasqueira, quiosques para piquenique, playground e serviço de guias que acompanham os grupos agendados. A Fundação Florestal informa que as trilhas são os principais atrativos do parque, sendo que a mais procurada é aquela que leva ao topo do Morro do Diabo. Destaca também o museu natural, que reúne espécimes de animais taxidermizados, maquetes, sementes e fósseis.

A fundação completa que, por sua “rica biodiversidade e belezas cênicas”, o Morro do Diabo atrai um alto número de visitantes. Desta forma, o fluxo de pessoas movimenta restaurantes e postos de gasolina, favorecendo a economia local. “Também podemos destacar como contribuição as inúmeras pesquisas científicas que ocorrem dentro do parque. Hoje, são mais de 20 enquadradas nas mais variadas áreas do meio ambiente”, expõe.

A sede do parque funciona das 8h às 17h, com exceção dos passeios em algumas trilhas, que possuem horários diferenciados. O agendamento pode ser feito por meio do telefone 3282-1599, não sendo cobrado nenhum valor pela visita nas trilhas.

 

Corredor da Mata Atlântica

O Ipê (Instituto de Pesquisas Ecológicas) desenvolve, em Teodoro Sampaio, projetos que buscam garantir a preservação da biodiversidade do Pontal do Paranapanema. Entre eles, está o reflorestamento do Corredor da Mata Atlântica, que possui sete quilômetros; 1,2 mil hectares, entre áreas plantadas e conservadas; e 2,3 milhões de árvores. Conforme a organização, ele conecta as duas principais unidades de conservação da Mata Atlântica de interior, sendo eles o Morro do Diabo e a Estação Ecológica Mico-Leão-Preto. Segundo o último relatório do instituto, referente ao ano de 2016, foram plantadas naquele ano 80 mil árvores. Destas, 60 mil em APPs (áreas de preservação permanente) e 20 mil em áreas de reserva legal. “Para a restauração, são usadas aproximadamente 100 espécies nativas espalhadas ao longo do corredor e também em sistemas agroflorestais e silvipastorais, que dão suporte ao reflorestamento do Pontal do Paranapanema”, pontua.

O projeto continua em andamento, todavia, o instituto informa que os dados de 2017 ainda estão sendo fechados.

 

NÚMEROS

Flora e fauna do Morro do Diabo

59

espécies de mamíferos estão presentes no morro

285

tipos de aves compõem a fauna da mata local

280

espécimes arbóreas fazem parte da flora do parque

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