Alimento poderoso

Naturalidade é chave para aleitamento materno

Essencial para a saúde do bebê, segundo especialista, amamentação deve ser um hábito prazeroso para mães e filhos

IZABELLY FERNANDES - Especial para O Imparcial • 09/08/2018 08:21:00

Foto: José Reis - Thaís teve dificuldades no início do aleitamento materno do filho

A fase da amamentação é uma das mais importantes para a vida da mulher e do bebê. É nela que se estabelecem os primeiros contatos e o vínculo entre mãe e filho, por isso deve ser um momento prazeroso. Porém, algumas mães encontram dificuldades para efetuar o aleitamento materno, pincipalmente no início da vida da criança. A Sociedade Brasileira de Pediatria aponta que duas a cada três mulheres têm dificuldades de amamentar, no entanto, insistem e mantêm a amamentação exclusiva.

A psicóloga Jaqueline Sabino Teixeira diz que esse período acaba gerando muita insegurança e ansiedade nas mães, devido às pressões que a sociedade impõe na relação. “Muita gente acaba interferindo, há muita cobrança e isso dificulta o processo de aproximação entre mãe e filho”, esclarece. Jaqueline ainda afirma que o vínculo tem que fluir naturalmente, só assim as mães poderão saber as necessidades do bebê.

“Cada pessoa é única. Nem sempre o que foi bom para uma será bom para outra”, salienta a psicóloga. A especialista ainda afirma que as mães não devem dar ouvidos às opiniões alheias e sim vivenciar cada momento com o filho. “A perfeição da maternidade irá surgir com o tempo, através de uma relação saudável”, ressalta. 

Para a vendedora Thaís Aparecida da Silva Barros, 25 anos, o início do aleitamento materno foi complicado. “Houve dificuldade com o horário, pois no início eu tinha que acordá-lo de 3 em 3 horas e ele não queria acompanhar”, afirma. Thaís declara que o seu seio “encheu muito”, devido à negação do bebê, e isso causava dores. Agora, depois de sete meses, o filho está mais acostumado, e Thaís afirma que está começando a parar com a amamentação.

Especialista

O ginecologista Álvaro Anzai afirma que as mães que amamentam os filhos têm menos riscos de desenvolver câncer de mama, ovários e endométrio. Além disso, o especialista esclarece que o bebê que é amamentado tem menos riscos de adquirir infecções e alergias, pois o leite materno possui anticorpos e nutrientes suficientes para o desenvolvimento, prevenção e imunidade.

Nos casos em que a mulher não esteja conseguindo efetuar o aleitamento materno, o ginecologista orienta a procura por uma assistência especializada em amamentação ou em bancos de leite. Álvaro diz que algumas receitas caseiras são contraindicadas, como a utilização de buchas nos mamilos. “Tomar sol e vento são as únicas receitas que podem ser eficazes”, explica. O médico ainda orienta que para o tratamento de fissuras ou sensibilidade nos mamilos e auréolas, o recomendado é uso de pomadas homeopáticas, à base de lanolina por exemplo.

SAIBA MAIS

Em declaração para a Sociedade de Medicina de Presidente Prudente, o pediatra Paulo Roberto Ursolino declara que o leite materno contém fatores que proporcionam melhor imunidade aos bebês, nos primeiros meses de vida, época em que a criança é mais vulnerável a adquirir infecções. Além disso, o leite também apresenta a exata composição de nutrientes necessários ao bom desenvolvimento físico e neurológico, fato que irá prevenir a ocorrência de obesidade na infância e adolescência, que pode levar a doenças como diabetes, hipertensão arterial e outras mais. Ainda existe o lado afetivo da amamentação ao seio, estreitando os laços da mãe com o bebê, proporcionando assim um maior vínculo entre eles. Segundo recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde), as mulheres podem e devem amamentar seu bebê por dois anos ou mais.

DICAS PARA UMA BOA AMAMENTAÇÃO

- Ingerir bastante líquido, como água, sucos naturais e chás, pois o leite é composto por 87% de água;

- Manter uma alimentação saudável para contribuir para os nutrientes do leite;

- Controlar o estresse;

- Dormir bem;

- Sempre estimular que o bebê acorde a cada três horas para mamar;

- Encostar os lábios do bebê no mamilo, que por reflexo de sucção começa a procurar o seio;

- Evitar dar a mamadeira para o bebê;

- Pingar uma gosta de leite materno na boca do bebê.

Fonte: Ginecologista Álvaro Anzai

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