Rejeitos domiciliares Municipalidade estuda novo espaço para lixão

 13/08/2017  - André Esteves

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Além do estudo para a implantação de um aterro de resíduos da construção civil, a Prefeitura divulgou o andamento das duas providências adotadas pelo prefeito Nelson Roberto Bugalho (PTB) em março desse ano, as quais consistiam na realização de estudos de viabilidade técnica, ambiental e financeira para a disposição dos rejeitos domiciliares em um aterro municipal ou em outro local devidamente licenciado e a apresentação de um programa para a ampliação da coleta seletiva. A respeito da primeira, a engenheira ambiental da Semea (Secretaria Municipal de Meio Ambiente), Nelissa Gonçalves Garcia, explica que os referidos estudos estão em desenvolvimento e “como devem atender a uma série de requisitos, conforme recomenda a legislação ambiental, tendem a ser extensos e detalhados”.

Em paralelo, também está em realização um estudo para a criação de um consórcio intermunicipal entre as prefeituras da região para a implantação de um aterro sanitário. Tal possibilidade já havia sido discutida pelo chefe do Executivo com representantes das cidades regionais no início da semana passada. Na ocasião, ficou definido que cada administração designará um interlocutor para dar continuidade aos estudos e decisões, considerando os consórcios já implantados.

Há ainda em andamento o processo de licenciamento do CGR (Centro de Gerenciamento de Resíduos) no bairro Timburi. Segundo a diretoria de Avaliação de Impacto Ambiental da Cetesb, uma vez que a análise de viabilidade ambiental encontra-se em fase inicial, ainda não é possível nenhuma manifestação por parte do órgão. A Estre, empresa responsável pelo projeto, por sua vez, comunica que “aguarda a manifestação técnica da Cetesb para tomar providências com relação às próximas etapas do processo de licenciamento do CGR”.

 

Aquisição de caminhão

A respeito da coleta seletiva, a engenheira ambiental da Semea esclarece que ficou definida a inclusão de um novo caminhão para a ampliação do trabalho realizado pela Cooperlix (Cooperativa de Trabalhadores de Produtos Recicláveis de Presidente Prudente), a ser repassado “em breve”. Além disso, o município estuda a possibilidade de parcerias com os grandes geradores, tais como os supermercados, para a implantação de pontos de entrega de resíduos.

O gerente administrativo da Cooperlix, Diego Victor Lopes dos Santos, aponta que um dos problemas da cooperativa é a falta de caminhão para realizar a coleta. Desta forma, a Prefeitura fez a aquisição de um carro, que embora esteja parado, deve trazer mais qualidade para a execução do serviço. “A nossa avaliação é positiva e acreditamos na produtividade do plano, que vai gerar mais trabalho e renda e contribuir para o meio ambiente. Além disso, com mais um caminhão, vamos poder aderir mais bairros, ampliar a coleta e atender a população com mais eficiência”, pondera.

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