Mudança e aprendizado

  • 27/08/2019 02:25
  • Walter Roque Gonçalves

Questões como ética, espiritualidade e valores são imutáveis, ao menos deveriam ser! No entanto, nem sempre é possível acreditar em tudo que se aprendeu ou está aprendendo, as mudanças são constantes em nossas vidas, portanto, duvidar dos próprios conhecimentos é uma questão de sobrevivência. Por isso, vou compartilhar um pouco do que aprendi com grandes nomes que tive o privilégio de conhecer no 6º Congresso Brasileiro de Liderança e Inovação, em Campinas (SP).

O professor e consultor Othon Barros Filho contou alguns “segredos” do líder. Este é capaz de praticar os princípios éticos que prega, inspira a equipe, tem um interesse genuíno pelas pessoas, é flexível e capaz de atuar tanto de forma autocrática como democrática. Reuniões para planejamento é o momento ideal para ouvir os colaboradores e deixá-los participar das decisões, no entanto, há momento em que tudo tem que ser decidido com muita rapidez. Othon usou como exemplo: “o escritório começa a pegar fogo, não é hora de abrir uma discussão e sim resolver o problema. Nisto o líder tem que dar as ordens para a equipe trabalhar unida na mesma direção”. Quantos incêndios a empresa enfrenta diariamente? Quantos problemas têm urgência? Saber caminhar entre a autocracia e democracia é uma característica diferenciada para os líderes modernos.

Alfredo Rocha, por sua vez, trouxe a ideia de que a qualidade é uma busca eterna, da mesma forma o comprometimento e motivação. Segundo o conferencista, “não são as pessoas que mudam o mundo, as ideias mudam as pessoas, e estas o mundo”. Alfredo enfatiza sobre a liberdade, liberdade para errar e acertar. O erro nada mais é do que o combustível para inovação. Contudo, não confunda erro com falhas, as falhas são repetições de erros que poderiam ser corrigidos logo na primeira vez. Falhas devem ser combatidas e evitadas, geram atrasos, prejuízos, queda na qualidade e de inovação na empresa.

Na sequência, o filósofo Clóvis de Barros Filho e o médico e escritor Augusto Cury exploraram afundo o autoconhecimento, o propósito de vida e o amor pelo trabalho. Para fechar com chave de ouro, o primeiro mágico palestrante do país, Clóvis Tavares, transcendeu o show, as mágicas traziam mensagens poderosas sobre inovações, mudanças, trabalho compartilhado e as janelas de oportunidades. Posto isto, a busca por conhecimento é uma constante e congressos como estes estão por todo Brasil e, muitas vezes, não são valorizados como deveriam, são grandes oportunidades de evoluir. Portanto, se a mudança é constante, o aprendizado também precisa ser. 

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Walter Roque Gonçalves

Walter Roque Gonçalves

Walter Roque Gonçalves é consultor de empresas, professor-executivo e colunista da FGV/ABS (Fundação Getúlio Vargas/América Business School) de Presidente Prudente.

Contato: fb.com/jkconsultoriaempresarial/

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