COTIDIANO

Morte por dengue é motivo para repensar em ações do cotidiano

  • 11/05/2019 04:00

Certa vez, utilizando o transporte coletivo de Presidente Prudente, uma idosa de aproximadamente 70 anos dispensou uma garrafinha plástica pela janela do ônibus. Os olhares se atentaram a ela, no entanto, os passageiros não tiveram coragem de chamar a atenção pelo hábito, muitas vezes, visto como costumeiro no convívio em sociedade. E são práticas como esta que contribuem para o acúmulo de sujeiras em bueiros da cidade, algo que a VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal) tem chamado a atenção, uma vez que a água acumulada no lixo colabora para a proliferação das larvas do mosquito da dengue. Em Prudente, os números de pessoas que contraíram a doença só vêm aumentando, inclusive, com uma morte constatada nesta semana.

Como noticiado por esse diário, a vítima foi uma moradora do Parque Alvorada, na zona leste, que morreu na madrugada de segunda-feira. Na ocasião, ela chegou a receber atendimentos médicos no município, quando apresentou piora no estado de saúde e seu quadro clínico evoluiu a óbito enquanto esteve na Santa Casa de Misericórdia. Desta forma, os trabalhos de bloqueio e nebulização, que já haviam sido feitos nas imediações da residência da vítima, foram retomados pela Prefeitura. No entanto, é preciso pensar que apenas o serviço não basta. A população precisa se conscientizar e deixar de lado o hábito de dispensar materiais que sirvam de auxílio para proliferação das larvas do mosquito.

O assunto já está “saturado” em ser debatido na comunidade. Mas enquanto não houver o pontapé por parte dos munícipes para buscar a mudança, ela não surgirá e os números de doentes continuarão aumentando, talvez, até os casos de morte pela dengue. No último balanço divulgado, consta que Prudente contabiliza 704 registros da doença, sendo 688 autóctones, aqueles contraídos no município, e outros 16 importados, vindos de outras localidades. Ademais, o município possui outras 1.255 notificações. Os números são preocupantes e depende da empatia da comunidade para cessar o aumento frequente.