Mario Amato

Moradores pedem solução para buraco em cruzamento

Parte do asfalto, próxima ao meio-fio, foi levada pela chuva e acumula água, o que gera mau cheiro e a presença de insetos; em nota, Prefeitura garante conserto para esta semana

BEATRIZ DUARTE - Especial para O Imparcial • 07/02/2018 13:53:32

. Foto: José Reis, Buraco em cruzamento no Mario Amato tomou proporções maiores depois das recentes chuvas

Lixo acumulado, água parada, lodo e insetos. Esta é a situação gerada em um buraco próximo ao meio-fio, no cruzamento das ruas Renne Antônio Sanchez e Maurílio Fernandes, no Conjunto Habitacional Mario Amato, em Presidente Prudente. Incomodados, os moradores pedem à Prefeitura uma solução para o problema que, segundo eles, já dura mais de um ano. Em nota, a Secom (Secretaria Municipal de Comunicação) informa que “ainda esta semana o problema será resolvido”.

Conforme o morador Fernando Alves, por diversas vezes ele acionou a Prefeitura. “No começo era realizado um conserto pelo poder público, com preenchimento de terra e massa asfáltica, que eram levados na primeira chuva intensa. Agora, nem isso. Ligo e dizem que vão passar o problema para o setor de obras e nada mais acontece”, garante.

Localizado frente à residência de sua sogra, Fernando comenta que o buraco se tornou maior com as chuvas do mês passado, se estendendo por toda a esquina. Para o morador, é “impossível estacionar o carro no meio-fio”. “Dois automóveis chegaram a cair no buraco e foi preciso a ajuda do meu cunhado para retirar. E as crianças? Ficamos preocupados”, indaga.

A diarista Vania Alice Gonçalves Mendonça, uma das moradoras mais afetadas pelo cenário, mora da residência há 25 anos e fala que já perdeu as contas de quantas vezes pediu ajuda. Ela reclama que não pode deixar as netas brincarem na calçada, porque tem medo que se machuquem. “Não consigo sentar na garagem de casa, pois o mau cheiro é insuportável, além da presença de pernilongos e moscas, que dificultam principalmente na hora de cozinhar”. E complementa: “Não posso deixar nenhum alimento na mesa, porque corre o risco do mosquito pousar. Nas minhas condições, não tenho como lidar com desperdícios todos os dias”.

Como uma tentativa de amenizar o problema, a moradora coloca pedras, galhos e blocos para tampar o buraco, mas na maioria das vezes, a população não contribui e também descarta lixo no local. A água que vem de outras residências, na lavagem das calçadas e escorre no buraco, é outra reclamação de Vania. “Tudo para aqui e isso é um problema, porque água parada é um risco para doenças, além de ser fétida”.

Para ela, a situação é de “descaso”, pois a Prefeitura não deixa de cobrar multas caso ela não cumpra com suas obrigações em dia. “Não deixar minha calçada ou quintal em ordem gera problemas para mim, mas e essa situação? Quem paga por isso? Eu também”.

De acordo com a dona de casa Nélia de Souza, o mau cheiro não chega à sua casa. Todavia, ela diz que “apoia as reclamações”, já que a Prefeitura está em constante alerta sobre a dengue. “Esse buraco é um criadouro e as chuvas só pioram a situação”, finaliza.

Na tarde de ontem, a nota da Secom garantiu que “a Secretaria Municipal de Obras já enviou uma equipe até o local que verificou a situação”.

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