Moradores do Terras do Imoplan vivem sem energia

Prudente

| ROBERTO KAWASAKI - Da Reportagem Local

Em pleno ano de 2018 é incomum viver literalmente no escuro. Apesar de estar próximo da cidade e ser considerado um bairro rural, o Terras do Imoplan vive esta realidade. Como já informado pela Seplan (Secretaria Municipal de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Habitação), os 2,7 milhões de m² (metros quadrados) do loteamento foram aprovados na década de 1890 pela empresa Imoplan (Imóveis e Planejamento – Construtora e Incorporadora) como um conjunto de chácaras e não de lotes comuns. Devido a esse empecilho, o poder público tem dificuldades para a implantação de melhorias no local.

De acordo com Fabiano Martins, presidente do bairro, vários pedidos foram feitos à Prefeitura para que a iluminação chegue a todas as casas. Apesar das queixas, apenas a avenida e a metade de uma rua receberam a iluminação adequada. O morador diz que em vez de atender aos pedidos mais antigos dos munícipes, o órgão público busca soluções para os problemas mais recentes. “Já faz muitos anos que estamos lutando por isso”, afirma. Fabiano diz que o município cobra a iluminação pública dos contribuintes e mesmo assim não recebem assistência adequada. “Nosso bairro está esquecido, fomos abandonados de todos os projetos”, lamenta.

Em dias de chuva, a situação fica ainda pior. O presidente do bairro reclama do transporte público oferecido aos moradores que, segundo ele, não entra no bairro e precisam pegar o itinerário na rodovia. A dona de casa Alessandra Barbosa, 40 anos, cuida de duas pessoas da família com deficiência e, constantemente, precisa levá-los ao hospital. Moradora da última casa na Rua Nilson Pires de Freitas, ela afirma que a energia elétrica não chega até a residência, o que dificulta o cotidiano.

Faz cinco anos que eu peço para a Prefeitura resolver o meu problema. “Eu tomo banho gelado e bebo água fresca da mina, porque não tem energia para abastecer a geladeira em casa”, lamenta. A iluminação na casa de Alessandra é abastecida por lampiões e ela enfrenta dificuldade para morar no local. “Só não saio daqui porque não tenho para onde ir, mas ainda não desisti de buscar os meus direitos. Afinal, eu também pago impostos e mereço uma moradia digna”, declara.

 

Problema antigo

Para o secretário-adjunto da Seplan, Augusto Marcio Litholdo, o ônibus não entra no bairro porque tem dificuldades para passar em determinados trechos. Ele afirma que a Prefeitura está ciente dos problemas que envolvem o Terras do Imoplan e busca maneiras para resolver as situações. Acrescenta que a solução para a parte elétrica já foi debatida em reuniões, entretanto, o maior problema continua sendo a falta de orçamento para dar continuidade aos projetos. “No momento, não temos condições de fazer, fica difícil dar um prazo”, finaliza.

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