Membros da Aceam se reúnem para definir festejos nipônicos

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| OSLAINE SILVA - Da Redação

A começar por este ano, até 2020, Álvares Machado terá muito a comemorar em relação à colônia nipônica na cidade. Respectivamente: o centenário da imigração japonesa, da Aceam (Associação Cultural, Esportiva e Agrícola Nipo-Brasileira de Álvares Machado) e do “Shokonsai”, celebração especial oriental realizada anualmente no segundo domingo do mês de julho, no Cemitério Japonês do município, o único da América Latina. Conforme um dos integrantes da associação, Alberto Yokio Nakada, nesta noite haverá uma reunião com todos os membros da comissão que pertencem à Aceam, para que possam definir uma programação especial para estas comemorações.

“Temos em mente lançar um livro da história da imigração no município, prestar homenagens às famílias pioneiras, trazer shows musicais com artistas, inclusive, da capital e até do Japão. Veremos essa possibilidade com o consulado. A ideia é a partir de junho, para coincidir com a imigração no país, teremos várias ações”, adianta Alberto.

Segundo ele, nada mais justo do que comemorar e homenagear as tantas famílias que fazem parte da história desse povo que deixou seu país para vir para tão longe. “Temos que mostrar nossa gratidão e dar continuidade ao legado dos nossos antepassados. Muitos chegaram aqui para trabalhar na lavoura sem nem mesmo ser lavrador. E olha que orgulho o êxito que conseguiram. Dificilmente se vê um jovem de descendência nipônica que não tenha um curso superior. Nos orgulhamos de nossa gente, então, neste ano celebramos os 100 anos do nosso povo chegando em Machado. No ano que vem a festa é para dez décadas da Aceam e em 2020 do Shokonsai!”, exclama.

 

O Japão é a potência que é exatamente pela educação, que é a base de tudo, porque é através dela que se adquire disciplina e, sobretudo, caráter.

Alberto Yokio Nakada,

membro da Aceam

 

Educação vem de berço

Alberto comenta que de pai para filho é passado o valor do respeito ao próximo e de maneira especial aos idosos. E isso se aprende desde criança. De acordo com ele, a explicação é pelo simples fato dos orientais reconhecerem como base de tudo, os idosos.

“Educação vem de berço e aprendemos que devemos respeitar os mais velhos, principalmente por seus conhecimentos. Um dia seremos idosos também e usufruiremos dos mesmos cuidados. O Japão é a potência que é exatamente pela educação, que é a base de tudo, porque é através dela que se adquire disciplina e, sobretudo, caráter. Centenário é agora e graças a Deus é um privilégio para quem poderá vivenciá-lo. O que pudermos fazer para marcar esse momento, faremos”, afirma Alberto lembrando ainda que em junho a igreja budista Anrakauji, a primeira da região, completa seus 75 anos.

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