COTIDIANO

Manter a carteira de vacinação atualizada cabe a todos os cidadãos

  • 19/07/2019 04:02

O município de Presidente Venceslau confirmou nesta semana o primeiro caso de sarampo na região de Presidente Prudente. A vítima é uma criança de três anos, que já está em tratamento médico. Para evitar novos casos, a VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal) realizou um bloqueio vacinal no bairro Vicentina, onde o paciente reside. Cerca de 2 mil doses foram aplicadas na população daquela localidade.

Conforme noticiado por este diário, o sarampo é uma doença infecciosa aguda que pode ser transmitida por gotículas da fala, tosse e espirro. Para evitar a contaminação pelo vírus, a melhor forma é a vacinação contra a doença, procedimento que deve contemplar crianças de um ano; 15 meses; e 4 anos. Aos adultos entre 15 e 39 anos, é recomendado ter ao menos duas doses da vacina aplicadas.

O assunto chama a atenção para a importância de manter a carteira de vacinação atualizada. Nos últimos tempos, ganharam força os movimentos antivacinas, formados por grupos de pessoas que optam por não se vacinarem ou imunizarem seus filhos, sob o pretexto de se protegerem de supostas reações adversas causadas pelas doses. Ainda que o livre arbítrio seja assegurado a todos os cidadãos, é preciso a consciência de que os riscos de não se vacinar não atingem somente uma pessoa, mas todas aquelas que fazem parte do seu convívio.

Toda vacina passa por testagens e monitoramento dos seus fabricantes e sistemas de saúde, de modo que o licenciamento e a comercialização das doses só ocorrem após estudos clínicos e aprovação dos órgãos reguladores. Nesse sentido, é preciso desmistificar os factoides acerca da vacinação. É graças a ela que algumas doenças são consideradas erradicadas ou mantidas sob controle – e se o hábito da imunização não for preservado, algumas podem voltar a fazer vítimas, assim como nos antigos tempos. A medicina e a saúde pública passaram por uma evolução gritante no último século. Não deixemos espaço para o retrocesso.