Maltratar animais é prática reprovável e deve ser punida

  • 30/06/2019 04:00

No início da última semana, noticiamos o aparecimento de gatos envenenados na Vila Mendes, em Presidente Prudente. A pauta surgiu após uma denúncia no Facebook, onde usuários corroboraram a informação relatando os seus próprios casos. Esta não é a primeira vez que O Imparcial noticia maus-tratos contra animais. Recentemente, também acompanhamos o caso de um felino agredido em um estabelecimento comercial da cidade. O delito foi filmado pelo próprio autor e o vídeo rapidamente se espalhou pela internet. Até mesmo um ato em repúdio ao crime foi organizado por um grupo de protetores da causa a fim de conscientizar a população sobre a importância do bem-estar animal e de fazer justiça em favor dos bichinhos maltratados e contra seus agressores.

Embora o abandono de animais seja um problema comum aos municípios, nada justifica que alguém se valha de meios ilícitos ou cruéis para, por conta própria, tentar extinguir a população de gatos. Não é por meio de maus-tratos ou, nesse caso, envenenamento que se resolve a situação, considerando que os bichos também têm direito à vida. A mesma máxima que se aplica ao relacionamento entre humanos também funciona neste contexto: a violência não é a solução.

É preciso um esforço conjunto entre população e poder público para minimizar o aumento da quantidade de animais, sobretudo quando falamos em abandono. Nesse sentido, recomenda-se cuidar deles com consciência; evitar deixá-los soltos na rua, com a finalidade de impedir o cruzamento com outros animais de rua; e realizar a castração. Também é papel da população fazer as denúncias de possíveis maus-tratos, cabendo às autoridades realizar as devidas fiscalizações e aplicações de penalidades, considerando que esse tipo de prática é crime.

E, claro, é preciso ainda que todos desenvolvam a virtude da tolerância. O fato de um animal incomodar alguém não significa que ele deva ser maltratado ou morto por isso. Um bicho que não significa algo para uma pessoa pode ser parte da família de um terceiro. A empatia é necessária, o senso de humanidade mais ainda.