Mais uma vez, a solução definitiva para a destinação de resíduos será postergada

12/03/2018 09:10:41

A triste (mas não inesperada) notícia de que mais uma vez a Prefeitura de Presidente Prudente poderá solicitar a extensão da vida útil do vazadouro municipal – o famoso lixão – novamente à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) se oficializou nas páginas deste diário. Após já ter conquistado um período maior para a viabilização de um aterro municipal em 2017, o que está na iminência de se encerrar agora no final de maio, o chefe do Executivo estuda mais uma vez pedir uma “aumentadinha” no prazo.

Essa medida, no entanto, já era prevista. Inclusive, outros editoriais sobre meio ambiente e destinação de resíduos, neste impresso, prenunciaram a medida. Não por uma capacidade sobrenatural de previsão do futuro, mas pela simples constatação de que até agora, pouquíssimo foi efetivamente realizado pela viabilização do novo aterro. Tanto que o contrato do Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos do Oeste Paulista foi firmado por seis municípios apenas na semana passada e o cronograma de 2018 sequer inclui o início de obras.

É compreensível, claro, que um empreendimento tão custoso e que demanda licenciamento, burocracias e outros pormenores, leve mais tempo do que os 17 meses. Sobretudo porque existe uma interlocução política necessária por detrás da obras, para conseguir outras cidades que “comprem” a ideia e viabilizem junto o local para gerenciamento e destinação de resíduos sólidos. Esse não é um problema que está apenas “nas costas” do atual prefeito, mas é um problema que se estende há muitas administrações anteriores e nunca foi tratada com a seriedade devida.

Ainda que, aparentemente, há esperança para que finalmente o lixão seja encerrado na atual gestão e que seja evidente um esforço maior para que o problema do lixo tenha solução o mais breve possível, a opinião pública e os legisladores devem voltar sua atenção para esse imbróglio e pressionar sem descanso para que o aterro “saia do papel”. Conduzir com condescendência a costumeira morosidade para tratar de assuntos que concernem ao meio ambiente é um dos maiores erros da humanidade. E, ao que tudo indica, um equívoco custará muito caro, em longo prazo.

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