Lucro

  • 20/08/2019 03:05
  • Walter Roque Gonçalves

O ciclo que gera riquezas no país envolve produzir, distribuir, acumular e consumir. No processo, empregos são gerados e estes permitem distribuir a renda que, por sua vez, gera mais consumo, riquezas e empregos. É ciclo virtuoso de crescimento econômico. Diferente do que estamos enfrentando no momento, as pessoas estão com receio de perder o que tem e preferem esperar, reduzem consumo, guardam mais e com isso o dinheiro em circulação diminui gradativamente. Os ciclos de esperança de crescimento têm acontecido, mas, infelizmente, ainda não são duradouros. O que fazer para conquistar o lucro neste cenário?

Quando se olha para o cenário macro - onde está a economia mundial e do Brasil - há muitas dúvidas e tendência de continuarmos neste ambiente recessivo. No outro lado desta mesma balança estão as oportunidades geradas para cada negócio local e as possibilidades de buscar vendas. Nesta corda bamba se equilibram os empresários frente às contas que chegam mês a mês. Soma-se ao desafio o equilíbrio financeiro e o lucro mínimo esperado pelo empreendedor.

No tabuleiro internacional, a guerra de tarifas entre Estados Unidos e China tem gerado redução no crescimento da economia chinesa, e isso automaticamente gera um efeito cascata. A Alemanha, que tem fábricas na China, já sente o solavanco, fecha o trimestre com queda no crescimento e se o cenário se repetir para o próximo trimestre, os alemães estarão oficialmente em recessão. Quanto aos EUA, a última crise mundial - em 2008 - foi precedida de alguns sinais que agora se repetem, um deles é a inversão nos rendimentos. Isso significa que, aqueles que investem nos títulos de dívida pública americano em longo prazo, estão ganhando menos do que aqueles que investem em curto prazo. Ou seja, quem aplicou o dinheiro para receber em 10 anos, ganha menos do que aqueles que investiram para receber em 2 anos. Isso prova que o investidor está desconfiado dos resultados futuros da economia americana.

Temos ainda que lembra da crise na Venezuela e agora de um dos principais parceiros econômicos do Brasil, a Argentina. Somente na compra de automóveis, houve a redução de 40% nas importações. Os Estados e municípios estão literalmente falidos, a reforma tributária e previdenciária é uma questão de sobrevivência. Estes cenários são fatos de força maior e sinalizam para possibilidade de enfrentarmos uma crise mundial antes mesmo de sair da que estamos enfrentando no momento. 

Como em todas as crises, o empresário precisa se profissionalizar ainda mais, se preparar para garantir o lucro na empresa. O cenário externo deve ser levado a sério, contudo, é importante entender que para pequena e média empresa, o bolo financeiro gerado no mercado local sempre é mais que suficiente para gerar o lucro. Desemprego? Não é problema necessariamente! As pessoas desempregadas batalham tanto quanto aquelas empregadas, geram renda e consumo. Mercado para conquistar existe sempre, a questão é que fica mais difícil em fases de pouca circulação de dinheiro e só ganha quem sabe como buscar o cliente - quem fica esperando o cliente entrar na loja, quebra em pouco tempo. Portanto, com crise ou sem crise, os negócios bem administrados sempre dão lucro.

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Walter Roque Gonçalves

Walter Roque Gonçalves é consultor de empresas, professor-executivo e colunista da FGV/ABS (Fundação Getúlio Vargas/América Business School) de Presidente Prudente.

Contato: fb.com/jkconsultoriaempresarial/

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