Volta às aulas

Lojistas preveem aumento na venda de uniformes

Empresas do ramo classificam janeiro como o período de maior procura por trajes escolares comparado a outros meses do ano

IVE CAROLINE - Da Redação • 12/01/2018 12:34:04

A volta às aulas é o período que promete aquecer as vendas de uniformes em Presidente Prudente. De acordo com duas fábricas do ramo, a aposta é de que, durante o mês de janeiro, a procura pelos trajes escolares alcance alta de até 60%, se comparada aos próximos meses do ano. Em ambas as distribuidoras, os preços médios das peças variam entre R$ 20 e R$ 60.

A proprietária da Palhinha Uniformes, Regina Largueza dos Reis, conta que, com a aproximação do início do ano letivo, marcado para fevereiro em grande parte das escolas, o aumento das vendas já começa a ser registrado logo na primeira semana de janeiro, porém, é a partir do dia 20 que a procura promete disparar.

“Geralmente, as duas últimas semanas do mês marcam nosso auge de vendas, pois os pais acabam deixando para comprar os uniformes dos filhos na última hora. Apesar da crise que afetou muitas pessoas em 2017, período em que percebemos que as compras feitas eram apenas daquilo que fosse realmente necessário, no começo deste ano, já foi possível perceber que a demanda e a procura está maior. Começamos 2018 bem satisfeitos com as vendas e sentimos que será um ano diferente. Esperamos o dobro ou mais na porcentagem de lucro do setor”, pontua.

A mesma estimativa é apontada pela Chelleme Uniformes, que atende mais de 60 escolas de Prudente e região. Segundo o gerente Wellington Luis Correia Ribeiro, apesar da diminuição na compra de trajes para funcionários de empresas e cooperativas, que também é um dos “carros-chefes” do estabelecimento, a demanda encaminhada pelas escolas municipais, estaduais e particulares aponta crescimento de até 60% neste mês.

“Nós começamos antecipadamente com a produção das encomendas, para que consigamos atender todos os pedidos das escolas. No ano passado, durante esta preparação antecipada para o início do ano letivo, nós produzimos cerca de 7 mil uniformes, entre camisetas, calças e bermudas, durante os meses de dezembro e janeiro. A estimativa é de que, neste ano, nós produzamos igual ou até mais”, acrescenta.

 

Na hora da compra

Em ambos os estabelecimentos visitados, os preços permanecem quase inalterados durante a passagem do ano, e se firmam entre R$ 20 e R$ 60. Segundo os produtores, “a matéria-prima permaneceu com preço razoável e pequenos ajustes tiveram de ser realizados”, já que afirmam não visar lucros exorbitantes, sem a necessidade acrescentar demasiados valores nas compras.

Nos pagamentos, as possibilidades de cartão, cheque ou dinheiro permanecem. Entretanto, ressaltam que os clientes que optarem pelo pagamento à vista podem conseguir descontos que variam entre 4% e 6% na hora de adquirir os uniformes escolares.

A prudentina Tatiane Marques Rodrigues é uma das que garantem as camisetas, bermudas e calças escolares todo início de ano. De acordo com ela, os uniformes dos pequenos Felipe, 11 anos, e Pedro, 7 anos, são comprados em quantidade que dê para o ano todo e apenas os casacos ficam para a demanda do inverno.

“Todo final de janeiro eu aproveito a compra dos materiais escolares e já adquiro cerca de três peças do uniforme para cada um, tudo de uma vez. Costumo sempre garantir uma maior quantia logo no início do ano letivo e só compro mais caso, posteriormente, haja a necessidade de repor alguma unidade. É um gasto necessário, além de uma facilidade, pois ajuda a não termos que nos preocupar em separar roupas para passear e roupas para o colégio, por exemplo”, finaliza.

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