Justiça decreta prisão de 8 em 3ª fase de operação

Decisão diz que existem “fortes indícios” da participação dos autores no tráfico de drogas e formação de organização criminosa

GABRIEL BUOSI - Da Redação • 13/03/2018 11:26:51

A Justiça, por meio da Vara Única da Comarca de Rosana, decretou a prisão preventiva de oito homens pelo envolvimento com o tráfico de drogas. Dos oito, seis já foram encontrados e detidos em Primavera, Euclides da Cunha, Terra Rica (PR) e Batayporã (MS). A medida representa a terceira fase da operação nomeada de Judas Iscariotes, que teve denúncia oferecida pelo MPE (Ministério Público Estadual) de Rosana e afirma que os crimes foram praticados entre os anos de 2016 e 2017, com o emprego de arma de fogo. Ao todo, nas três fases, pelo menos 37 pessoas já foram detidas.

A decisão, emitida na sexta-feira, afirma que se trata de uma representação formulada pela autoridade policial, manifestada pelo MPE, e lembra que as investigações que trouxeram os elementos colacionados iniciaram-se em junho de 2017, quando o Ministério Público Estadual recebeu informações sobre diversas pessoas que estariam envolvidas com o tráfico de drogas na Comarca de Rosana. “Com tais elementos, a Polícia Civil instaurou inquéritos policiais, nos quais, após apontar elementos de convicção e fortes indícios da prática delituosa, com autorização Judicial, realizou interceptações telefônicas que trouxeram diversos elementos de prova da constituição da organização criminosa para a prática de tráfico ilícito de entorpecente”, salienta a decisão.

Na atual terceira fase, de acordo o resultado de interceptações telefônicas e com autorização judicial, confirmaram a existência de indícios de participação dos oito representados em tráfico ilícito de entorpecentes e formação de organização criminosa. “Considerar ainda que os investigados contam com vários antecedentes, contendo, inclusive, condenações pela prática do crime de tráfico de drogas, fato que bem demonstra que a liberdade coloca em risco a ordem pública e a própria segurança das pessoas que foram e que serão ouvidas, elementos que também indicam a necessidade da decretação da prisão temporária”.

Diante dos fatos, a Justiça vê que existem “fortes indícios” da participação dos representados na prática dos crimes de tráfico de entorpecentes e na formação de organização criminosa e determina as prisões preventivas.

 

Histórico

Conforme noticiado por este diário, o MPE, na denúncia, afirmava que, em diversas datas e locais, entre os anos citados, os denunciados adquiriram, venderam e expuseram à venda drogas para fins de consumo de terceiros. “Sendo certo que tais entorpecentes eram trazidos para a cidade de Rosana pelos acusados e por outras pessoas ainda não identificadas, de outros Estados como o Paraná e Mato Grosso do Sul, o que caracteriza o tráfico de drogas interestadual, bem como a prática de delitos que envolviam adolescentes”, ressalta o documento.

O MPE informa que, em junho do ano passado, a Promotoria de Justiça recebeu um documento de um cidadão, que informava “diversas pessoas que estariam envolvidas com o tráfico de drogas na cidade, as quais, inclusive, eram de conhecimento de autoridades, que auxiliaram nas investigações”. “Nascia, então, a Operação Judas Iscariotes, sendo certo que todos os policiais militares ouvidos pela Promotoria de Justiça confirmaram as alegações da representação e ainda trouxeram outros nomes e elementos informativos”.

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