Jovens ainda se aventuram sexualmente sem se prevenir

  • 20/03/2019 04:00
  • Da Redação

O carnaval nem bem terminou e mais de 60 jovens entre19 e 30 anos procuraram o SAE/CTA (Serviço de Assistência Especializada/Centro de Testagem e Aconselhamento), em pouco mais de uma semana, preocupados após durante a folia se aventurar em relações sexuais sem prevenção. Sem a tão popular camisinha. Item este que é disponibilizado gratuitamente rede pública de Saúde. A impressão que dá é que o ser humano não se preocupa nem com ele mesmo. Mesmo com múltiplas campanhas, a irresponsabilidade predomina.

Este jornal impresso trouxe a informação dada pelo coordenador do Centro de Testagem Jefferson Saviolo, que enfatiza que todo pós-carnaval a procura pelo teste de sorologia para o HIV tem um aumento que varia entre 20% a 35%, se comparado aos dias normais.

O número parece baixo? Não, não é. É inadmissível essa irresponsabilidade das pessoas que não se preocupam com a sua vida, tampouco com a do parceiro. Se colocam em risco e colocam o outro também.

Será tão difícil pensar no sofrimento que pode resultar dessa irresponsabilidade? Tudo bem que hoje é bem diferente de décadas atrás quando a pessoa era diagnosticada com HIV e era como se ela tivesse recebido ali, naquele momento, a sua sentença de morte.

Atualmente, sabemos que após o diagnóstico de infecção pelo vírus, com tratamento certo, medicação adequada a pessoa consegue ter uma vida “normal” com o vírus. Mas, caso contrário, pode evoluir naturalmente para a Aids.

“Prevenir é o melhor remédio! Use camisinha!”. Esse slogan é perfeito da primavera ao verão, do outono ao inverno. Ou seja, não apenas no carnaval. Absorva as campanhas das as esferas governamentais federal, estadual e municipal que sempre se mobilizam para conscientizar  sobre a importância do uso do preservativo, da camisinha.

E tem mais, o HIV tem maior visibilidade, mas existem outras DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), IST (Infecções Sexuais Transmissíveis) que a pessoa que se descuida está suscetível, como sífilis, hepatite B e C. E isso é em todo o mundo.