Paulo Miguel - Antes do jogo começar, Diego já disse que estavam preparados

Foto: Paulo Miguel - Antes do jogo começar, Diego já disse que estavam preparados

“CABO DE GUERRA”

Jogador exalta união na modalidade

  • 27/08/2019 07:01
  • OSLAINE SILVA - Da Reportagem Local

Sobre o futebol americano, que não é tão popular no Brasil, o middle linebackers (jogador na linha de defesa), do Rippers de Monte Alto, Diego Cruzato, 32 anos, ressalta que quem a pratica são pessoas que já acompanham, que já têm amor antes mesmo de se ultrapassar uma jarda!

Segundo ele, o futebol americano tem uma forte pegada de exército, no que diz respeito a se sacrificar um pelo outro, seguir na jogada até o final, ir para o campo com o corpo dolorido. “Quem entende o mínimo enxerga isso, espírito de união, superação de limites em uma partida de três horas. Uma coisa é fato: se não jogar com amor, com vontade, não se entregar totalmente num jogo, você não pratica essa modalidade”, destaca.

E acrescenta que “não tem como fazer corpo mole nesse esporte”. “Costumamos dizer que não tem um Messi, Cristiano Ronaldo ou Ronaldinho que vai levar o time nas costas. A gente vem com 45 atletas e todos jogarão. Ou todos se sacrificam ou aquele que fizer corpo mole, ali estará a brecha para o outro time. Então todos precisam estar conectados, ligados, um puxando o outro como num ‘cabo de guerra’”, destaca.

Perguntado a Diego como foi sua entrada no futebol americano, ele conta que embora acompanhe, nunca foi adepto do futebol tradicional. E sim jogava basquete e handebol, o que segundo ele, facilitou na sua transição de prática esportiva. Além de jogar o futebol americano em videogame, assistir outros jogos, ele diz que começou a praticar a modalidade meio que na brincadeira, e em 2013, jogava em outro time, no Defenders. O Rippers começou firme mesmo no ano de 2015, como participando de campeonatos.

“Defesa, onde jogo, é mais reação, não tem algo muito bem estabelecido antes da jogada acontecer. Então é preciso uma atenção a mais porque além da formação do time, é preciso prestar atenção no que está acontecendo”, explica Diego.

Falta apoio

Diego parabeniza o governo municipal que, por meio da Semepp (Secretaria Municipal de Esportes de Presidente Prudente), cedeu o Prudentão para o jogo de domingo. Transporte, cada viagem varia entre R$ 5 a R$ 6 mil, equipamento que é caro, muitas vezes compra usado por ser mais em conta e principalmente o campo são as principais dificuldades enfrentadas pelo Rippers.

“Eles têm aquele negócio de que estraga o campo e garanto que treinar uma vez por semana não vai estragar. Prudente está de parabéns porque é difícil uma cidade ceder. Geralmente temos que alugar de algum clube particular, ainda com muitas restrições. Sem contar que tem alguns lugares que o pessoal faz de tudo para atrapalhar ao invés de ajudar. O fato de uma Prefeitura ajudar com o transporte e um campo já é para se comemorar”, finaliza Diego.