NO EXTERIOR

Intercâmbio promove crescimento pessoal e profissional

02/05/2018 09:01:03

A procura por intercâmbios por parte do público jovem, cada vez mais frequente nas agências de turismo, foi um dos fatores que influenciaram para a criação, em nível internacional, de programas que atendam especificamente as necessidades da garotada. De acordo com o diretor regional da Travelmate Intercâmbio e Turismo, Danilo Calçado, o público universitário tem como principais escolas os cursos de férias ou os programas chamados de Work and Travel. “Eles costumam aproveitar as férias escolares e embarcam, normalmente, nos meses de junho ou julho e dezembro e janeiro. Mesmo sendo alta temporada, com preços mais altos, são os mais indicados para quem não quer prejudicar os compromissos aqui no Brasil e não dispensa a oportunidade de crescer pessoal e profissionalmente”, informa.

 

Destinos mais procurados

Ainda segundo Danilo, dentre os países mais procurados estão, em primeiro lugar, o Canadá, pelos valores mais atrativos, receptividades e hospitalidade, além daqueles que nunca saem de moda, como os Estados Unidos da América. Há alguns, no entanto, que começaram há pouco tempo a ganhar espaço, como a Austrália, Nova Zelândia e Malta. “Principalmente por opções de trabalho e clima”.

 

É preciso planejamento

Conforme a agente de viagens da Let’s Go Viagens e Turismo, Cíntia Martins, é possível escolher e ver a disponibilidade para estudo nas escolas do exterior com um ano de antecedência, sendo esse o tempo ideal para o planejamento. Já para as passagens aéreas, a partir de nove meses de antecedência o bilhete já pode ser adquirido por preços atrativos. “Isso facilita, por exemplo, no parcelamento do pacote todo. A antecedência é o ideal para que o aluno tenha uma boa assistência”, ressalta.

Na unidade, o destino mais procurado é a Irlanda, mas o Canadá também se destaca. Já sobre valores, a agente de viagens afirma que para cursos de curta duração, para cerca de um mês, com R$ 5 mil o aluno consegue embarcar, sem passagens aéreas ou alimentação, e para cursos de longa duração, como seis meses, o gasto deve cercar os R$ 12 mil, nas mesmas condições.

 

GABRIEL BUOSI
Da Redação 

 

perfil

Cedida: João Paulo Barbosa / AI Unoeste

 

Nome e idade: Bruna Sugano, 25

Curso e ano: Jornalismo - 8° termo

Faculdade: Unoeste (Universidade do Oeste Paulista)

Cidade de origem: Presidente Prudente

 

Por qual motivo escolheu o curso? E por que em Presidente Prudente?

Eu sempre pensei em fazer Jornalismo, só que quando eu estava no 3° ano do ensino médio, escolhi cursar Direito. Após dois anos, resolvi parar e escolher outro curso e voltei a pensar no Jornalismo. Com isso, comecei a faculdade no 1° semestre de 2014. Eu nasci e fui criada aqui, por isso a escolha na cidade.

 

Quais são ou eram os seus sonhos quando o assunto é o mercado de trabalho?

Eu sempre tive o sonho de fazer intercâmbio, de conhecer novas pessoas e culturas. Quando eu entrei na faculdade e descobri sobre as bolsas oferecidas fui correndo me informar. Hoje, é maravilhoso olhar para trás e ver que eu consegui realizar um grande sonho meu através de uma faculdade que eu amo tanto.

O intercâmbio é um diferencial que eu tenho no meu currículo, aprendi muito em Portugal, as contribuições acadêmicas e pessoais que eu tive ao estudar fora, são imensas.

 

Como foi a experiência vivida no exterior? De que maneira ela mudou sua vida?

O meu modo de ver o Brasil mudou muito! Quando nós vamos para fora do país conseguimos ver que, em alguns lugares, nós somos referência, o nosso modo de agir, nossa cultura, por exemplo, são bem aceitos lá fora. Antes, eu não conseguia ver o Brasil como um país bom, acho que por influência de tudo, nós podemos ver na mídia, mas hoje eu tenho muito orgulho de ser brasileira.

 

Quais foram os desafios encontrados durante o processo e também o intercâmbio?

Os primeiros dois meses foram muito difíceis, a adaptação em um novo país, com novas culturas, principalmente, foi um pouco estressante. Mas depois que eu fiz novas amizades, fui aprendendo a lidar com a saudade de casa e tudo foi maravilhoso.

 

O investimento vale à pena? Recomendaria aos amigos e leitores de O Imparcial?

O investimento vale muito! Você cresce no âmbito profissional e muito, mas muito mesmo no pessoal. A bagagem que você consegue adquirir em seis meses fora do país é imensa. Tem coisas que eu nem sabia que existiam. Como eu morei em uma república, convivi com pessoas do mundo todo, por exemplo, com polonesa, italiana, turcas, todas com culturas diferentes e que conseguiram me ensinar um pouco mais sobre o mundo.

 

Dicas e “macetes” para um bom intercâmbio

Jéssica Cortez Pedron realizou um período de mobilidade acadêmica, enquanto estudava Arquitetura e Urbanismo na Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), entre 2015 e 2016, na Universidade de Alcalá, em Alcalá de Henares, na Espanha. Durante o período, a então estudante teve a oportunidade de conhecer outros países, como Portugal e Itália. Abaixo você confere algumas dicas para que tudo saia como planejado durante os estudos e viagens no exterior.

 

- Se é teu sonho, tenha foco e vai

Existem muitas oportunidades hoje pra quem quer experimentar o mundo através de um intercâmbio, mas elas não caem do céu no seu colo. As dificuldades e as dúvidas surgirão, mas foque sempre na viagem, se imagine já no avião embarcando para o seu destino. Muitas coisas surgem pra te desviar do foco, mas se é realmente o seu sonho, confie em si mesmo e apenas siga em frente.

 

- Informação é tudo

São inúmeros os programas hoje que viabilizam o intercâmbio dentro das universidades. Você precisa estar atento às convocações, editais, se informar sobre prazos e documentos pra ganhar tempo. Busque também trocar ideias com quem já passou pelo processo recentemente, ou morou no país no qual pretende ir ou mesmo universidade de destino, tais dicas podem fazer toda a diferença e encurtar caminhos. Na minha vez, consegui várias dicas com alunos da minha universidade, como informações valiosas sobre custos e contatos de moradias, alimentação, trâmites de documentações, lugares pra conhecer, câmbios de moeda e etc.

 

- Divisor de águas

Independente do país, do curso e período, lançar-se ao desconhecido é ter coragem e provar um amadurecimento profissional e, sobretudo, pessoal. É dizer um sim sem saber o que encontrará pela frente.

O choque cultural, um novo idioma, uma nova universidade, as responsabilidades, os novos amigos (que serão sua família nesse período) e muitas outras coisas, deixarão marcas profundas e uma saudade inexplicável desse período repleto de aprendizado.

 

- Mergulhe na cultura

Aprenda com eles, conviva com eles e sobretudo: fale a língua deles. Se não souber muito, ou nada, “violente-se” enquanto esteja ali e tente ao máximo absorver. Aprender um novo idioma não é tarefa fácil, mas quando você tem a oportunidade de vivenciá-lo todos os dias, e em todo momento, faça-o! Eu evitava falar o português quando me encontrava com brasileiros, por exemplo. Então desde o início, optei por sair da zona de conforto e não morar com brasileiros ou mesmo portugueses.

 

- Estude, mas também viaje!

Eu fui com a grana quase que “contada”, mas, ainda assim, consegui viajar mais do que imaginava (mas não tanto como gostaria). Mesmo assim me surpreendi, pude conhecer muitos lugares, cidades gastando pouco. Na Europa existem empresas aéreas com precinhos excelentes, é só ficar de olho nas promoções (já achei voo ida e volta Madri/Londres por 10 euros) acreditem! É barato e prático viajar por lá.

O que também ajuda muito, são os amigos nessas viagens. Se quer economizar, busque referências de hostels ou mesmo AirBnb, Coutingsurfing que são programas ali muito conhecidos de hospedagem (quase que solidárias).. se conseguir contatos assim, já economiza mais uma boa grana!

 

SAIBA MAIS

A Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), para seus alunos e egressos, criou um grupo na rede social Facebook, chamado de Unoeste Mundo, com a intenção de desenvolver a cultura da mobilidade internacional e incentivar aqueles que quiserem se aventurar nos estudos nos mais diversos países. Conforme o setor de Relações Interinstitucionais, o grupo facilita a comunicação, desmistifica a ideia de que o intercâmbio é algo impossível e auxilia o aluno no planejamento. Além do grupo, os contatos também podem ser feitos pelo telefone (18) 3229 3288 ou pelo e-mail: iaa@unoeste.br.

Ainda na internet, há sites que divulgam bolsas de estudos, auxiliam com informações sobre países, culturas e maneiras de se preparar para viagens internacionais. Dentre as opções estão o www.partiuintercambio.org e o www.estudarfora.org.br.

 

 

no mundo

Ana Flávia Mello, atualmente morando em Galway, na Irlanda

 

Natália Souza, estudante, esteve na França durante intercâmbio

 

Caio Silva teve a oportunidade de conhecer Londres enquanto estudava fora

Felipe Galindo com a cidade do Porto ao fundo, onde ele estudou entre 2015 e 2016

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