Material escolar

Início do ano aquece fluxo em papelarias

ANDRÉ ESTEVES - Da Reportagem Local • 12/01/2018 12:47:17

“É o nosso Natal”, afirma a gerente da Global Papelaria, em Presidente Prudente, Sônia Maria Pericolo, sobre o primeiro mês do ano, quando começa a crescer a procura por material escolar nos estabelecimentos. Assim como ela, outros gerentes estimam que as vendas devam ter uma alta de até 100% em relação aos meses normais, sendo que a demanda mais expressiva está prevista para ocorrer a partir da segunda quinzena de janeiro e se estender até o início de fevereiro, período em que as escolas iniciam o ano letivo. Sônia acredita que, em virtude dos efeitos da crise econômica que assolou o país nos últimos anos, os pais permaneçam cortando muitos itens da lista e comprando apenas o essencial.

Na Papelaria Imperial, a gerente Hilda Marina Ramos aponta que o interesse pela compra do material escolar começou no final de novembro e, desde então, vem aumentando gradativamente. Segundo ela, muitas escolas fornecem a lista no momento em que é feita a matrícula, então, alguns pais aproveitam para fazer a aquisição dos artigos antes das viagens de final de ano. Já outros preferem esperar a liberação do décimo terceiro salário para empregá-lo nesse tipo de despesa. Apesar disso, pondera que a movimentação maior está esperada para os últimos dias de janeiro e para os primeiros de fevereiro, quando as famílias retornam das férias. “O brasileiro sempre deixa para a última hora”, comenta.

Hilda diz sentir que os consumidores estão mais controlados quanto aos gastos com material escolar. No entanto, defende a importância de investir na educação do filho, a fim de motivá-lo durante a sua jornada escolar. “Se você por na ponta do lápis, o material escolar custa menos que uma compra de supermercado e pode ser utilizado durante o ano inteiro. Um caderno sai mais barato do que um sanduíche de uma rede de fast-food”, argumenta. Em sua opinião, gastar com um caderno de qualidade evita que a capa caia já nas primeiras semanas de uso. Já uma mochila mais em conta pode ter menor durabilidade ou até mesmo prejudicar a coluna da criança, avalia a comerciante.

Na Gráfica Prudentina, as vendas já estão aquecidas, conforme constatado pela reportagem. O proprietário do estabelecimento, Waislan Castro, 41 anos, observa que há uma parte que visita o local para fazer a pesquisa de preços, enquanto outra já decide levar no primeiro momento. Portanto, preserva o estoque abastecido. Embora os reajustes fossem aguardados, ele enfatiza que a alta nos preços não foi expressiva e grande parte do estoque mantém valores estáveis. “A maior diferença poderá ser notada em produtos importados, em função da alta do dólar, como alguns tipos de canetas e mochilas”, ressalta.

Distante do centro, a papelaria do comerciante Carlos César Nanci, 55 anos, ainda recebe pouco movimento. Por estar instalada no Jardim Vale do Sol, próxima ao campus 2 da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), ele espera que a procura maior ocorra quando os estudantes estiverem voltando do recesso. “Mas os produtos mais buscados acabam sendo os itens básicos, como caderno, canetas e lápis”, destaca.

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