IEA prevê queda na produção de milho e algodão

Região

| THIAGO MORELLO - Da Redação

De 1º a 20 de fevereiro, o IEA (Instituto de Economia Agrícola) realizou uma nova estimativa da produção agropecuária. A safra 2017/2018 da 10ª RA (Região Administrativa) do Estado de São Paulo, cuja sede é em Presidente Prudente, deve fechar com 673.674 ha (hectares) de produção, levando em conta os 22 itens listados na tabela. Tal número é menor que a produção de 2016/2017, que fechou com 687.876,20 ha. O desfalque é maior, se analisadas as produções de milho e algodão, que, juntas, promoveram uma queda significativa.

De forma detalhada, a área produzida de milho cai de 32.549 ha para 22.399 ha, e o algodão de deve fechar com 806 hectares produzidos, sendo que na última safra foi de 1.127. Para quem entende do assunto, problemas técnicos, climáticos e também da natureza, explicam a situação.

O EDR de Dracena classifica a situação das produções como algo gradativo. Com o tempo, o diretor-técnico Luiz Alberto Pelozo argumenta que dos últimos 20 anos para cá, essas plantas realmente caíram e a tendência é essa. “Isso pode ser explicado pela cana-de-açúcar, que ganhou um espaço maior de produção e acabou dominando a região. Além disso, a tecnologia de outras áreas fez com que pequenos produtores locais não pudessem competir direto com grandes fazendas”, promove. Para ele, regiões como a de Guaíra (SP) e Assis (SP), são líderes e produzem mais.

Já na região de Prudente, o EDR vê que a questão do milho é causada pelo clima atual. Para ele, não é possível afirmar ainda que será uma produção baixa, porque amanhã pode chover e tudo mudar, no entanto, se permanecer dessa forma, vai realmente comprometer. “O período de estiagem influencia muito para a produção”, completa.

Por outro lado, há o interesse em crescer na produção de algodão novamente. “Na região, a maior concentração está em Martinópolis, contudo, devido a problema no solo, não houve plantação, ou seja, não haverá colheita. Isso explica a queda drástica”, aponta o diretor-técnico Marco Aurélio Fernandes. Ele ainda lembra que o algodão já foi mais forte e migrou para o Mato Grosso, mas é possível ver um crescimento novamente, uma vez que uma nova fábrica chegou em Martinópolis.

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