Marcio Oliveira - Evento ocorreu na tarde de ontem e reuniu autoridades e membros da sociedade civil

Foto: Marcio Oliveira - Evento ocorreu na tarde de ontem e reuniu autoridades e membros da sociedade civil

Expansão de atendimentos

HRC prevê receber oncologia da santa casa em maio

Quimioterapia será transferida junto com repasse de aproximadamente R$ 700 mil e unidade prevê futuramente receber a radioterapia

  • 09/02/2019 07:02
  • GABRIEL BUOSI - Da Reportagem Local

O HRC (Hospital Regional do Câncer) de Presidente Prudente reuniu na tarde de ontem autoridades do interior paulista, bem como representantes da sociedade civil, com o objetivo de apresentar a estrutura que está pronta para seu pleno funcionamento, mas que esbarra – já há muito tempo – em dois obstáculos: o aporte financeiro e o credenciamento junto ao SUS (Sistema Único de Saúde). Além da intenção de fazer com que os presentes comprassem a ideia e ajudassem a unidade a cumprir com seu objetivo, que é atender a toda demanda que é capaz, o presidente da fundação, Francelino de Souza Magalhães, informou que a transferência do setor de oncologia da Santa Casa de Misericórdia de Presidente Prudente está sendo realizada para a unidade especializada em câncer, de forma que, em maio, toda a quimioterapia deve transferir seus pacientes, junto com o repasse de aproximadamente R$ 700 mil, referente a todo teto SUS (Sistema Único de Saúde) de oncologia da entidade. O valor só será transferido ao hospital, por meio do credenciamento do mesmo ao SUS.

No auditório do Hospital Regional do Câncer na tarde de ontem não paravam de chegar autoridades regionais, como prefeitos, vereadores, promotores de Justiça e deputados. A intenção do convite feito pela unidade de saúde era o de, além de expor o impasse vivido pela instituição para o credenciamento junto ao SUS, já que outros dois hospitais - santa casa e o Hospital Regional Doutor Domingos Leonardo Cerávolo – são credenciados, motivar os presentes a estarem juntos na luta pela vida, o que representa um aporte financeiro muito superior ao atual e o credenciamento, que poderia centralizar os atendimentos ligados ao câncer e permitir que demais unidades expandissem demais atividades.

“Dos sonhos vieram a realidade e construção do hospital. A partir desta idealização nós unimos inúmeras pessoas. Muitos foram aqueles que auxiliaram para que pudéssemos chegar onde estamos hoje, e somos muito gratos por tudo isso. No entanto, precisamos ainda de mais dinheiro e mais atenção por parte dos governos para que nossa estrutura possa funcionar de forma 100%”. Uma das medidas é, justamente, a transferência da oncologia da santa casa de Prudente para o HRC, sendo que, além da quimioterapia, prevista para maio, a radioterapia funciona no local desde 2015. “A santa casa vai atender outras demandas que já relacionamos e aumentar seu atendimento. Precisamos de um esforço para cobrir essa diferença orçamentária de aproximadamente R$ 700 mil”, informa o presidente.

O Hospital Regional do Câncer, segundo dados apresentados pelo diretor clínico, Felipe de Almeida e Paula, atende atualmente uma média de 350 pessoas por dia entre radioterapia, quimioterapia, ambulatório e pequenas cirurgias, sendo que, em média, esse último serviço já apresenta dados de aproximadamente 40 procedimentos por mês. “Estão previstos novos três departamentos para nossos pacientes, sendo a anatomia patológica, cuidados continuados e departamento de imagem. Temos um corpo clínico e uma estrutura preparados para todo e qualquer tipo de câncer, precisamos apenas resolver esses impasses financeiros e de credenciamento”. Em 2018, em nível de informação, 2.733 pacientes foram tratados na quimioterapia e a expectativa para o ano de 2019 é de aproximadamente 5 mil. Ao todo, foram 8.543 atendimentos entre maio e dezembro de 2018 no setor ambulatorial e 3.320 na radioterapia.

Reposição de repasse

Sobre a transferência do Setor Oncológico, a santa casa informou, por meio de nota, que pretende repor esse dinheiro da suspensão dos atendimentos, buscando junto aos órgãos governamentais um teto maior para o crescimento dos atendimentos de outras especialidades de alta complexidade, como a cardiologia, ortopedia e neurocirurgia.