AI HR - Equipe adotou uma série de cuidados para garantir a segurança dos transplantes em meio à pandemia

Foto: AI HR - Equipe adotou uma série de cuidados para garantir a segurança dos transplantes em meio à pandemia

ESTENDENDO VIDAS

HR e Incor realizam transplante de coração mesmo durante pandemia

Com sete doações e 34 órgãos captados, março já é um mês histórico para instituição de Prudente

  • 26/03/2020 15:10
  • DA REDAÇÃO

Em Presidente Prudente, o HR (Hospital Regional) Doutor Domingos Leonardo Cerávolo e o Incor (Instituto do Coração) de São Paulo (SP) fizeram ontem o primeiro transplante de coração na unidade depois do início da pandemia do Covid-19. A ação, que mobilizou cerca de 50 profissionais das mais diversas áreas, aconteceu durante uma captação simultânea de órgãos.

Além do coração, também foi possível fazer a captação do fígado e das córneas, que foram destinados à Santa Casa de Misericórdia, de São José dos Campos (SP), e ao Hospital das Clínicas de Marília (SP). O doador foi um jovem de 26 anos, morador de Pirapozinho, vítima de um AVC (acidente vascular cerebral). 

Já a outra doação realizada no mesmo momento foi de um homem de 57 anos, que também foi vítima de um AVC e doou o fígado e as córneas. Esses órgãos foram destinados a pacientes do Hospital Municipal Santa Catarina, de São Paulo, e ao Hospital das Clínicas de Marília. 

Devido à atual situação de pandemia, foi preciso uma série de cuidados e respeito às normas técnicas do Ministério da Saúde, Secretaria de Estado da Saúde do governo de São Paulo e protocolos internos, a fim de garantir um transplante seguro.

 

Recorde de órgãos doados

Mesmo em meio à pandemia, o HR de Prudente registra nesse mês de março a maior quantidade de doações de órgãos num mesmo mês desde que a unidade iniciou esse trabalho, em fevereiro de 2015. Somente nesses 25 dias, todas as sete famílias entrevistadas aceitaram fazer a doação dos órgãos de seu ente querido. Para se ter uma ideia de como os números são expressivos, durante todo o ano de 2019, somente 10 famílias aceitaram a doação de órgãos dos seus entes queridos.

"Estamos vendo que a conscientização vem aumentado e isso mostra a importância de conversarmos sobre esse assunto em família. A doação de órgãos pode ser a única forma de salvar a vida de um paciente e é muito gratificante ver isso acontecendo. Que possamos nos conscientizar e conscientizar nossa família sobre isso", destaca o coordenador da Comissão Intrahospitalar de Doações de Órgãos e Tecidos para Transplantes do Hospital Regional, Renato Ferrari.