Dia deles Homens contam como se encontraram na paternidade

 13/08/2017  - BIANCA SANTOS

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O vínculo entre pais e filhos têm se modificado com o passar dos anos. Para os homens, a abertura à comunicação é um exemplo das alterações permitidas com a influência do tempo. Cuidar, proteger, se responsabilizar, amar são verbos que acompanham estes papais em suas rotinas.

O aposentado Valdemar França Barboza, 81 anos, conta que desempenhar o papel de pai, além de ser especial, é recheado de aprendizados e boas emoções. Segundo ele, o seu primogênito veio ao mundo quando ele ainda era jovem, aos 20 anos, e hoje além de dois filhos, possui quatro netos e dois bisnetos. “Acredito que ser pai é algo muito especial, enxerguei com a chegada do meu filho as verdadeiras responsabilidades que a vida cobra, afinal, era mais uma pessoa que eu precisaria cuidar e dar atenção, amor e carinho”, diz.

Ainda segundo o aposentado, os “tempos” da época em que foi pai há 60 anos eram outros, havia mais rigorosidade, respeito e cuidados diferenciados por parte da figura paterna em relação aos filhos. “É preciso vivenciar esse papel o máximo possível, os filhos crescem e os pensamentos amadurecem também. Para mim, apesar do modo de me relacionar com os netos no século 21 ser diferente de como eu tratava os meus filhos, vejo como algo positivo a liberdade adquirida atualmente na convivência com os meus netos e bisnetos”, argumenta.

Para quem foi pai pela primeira vez há pouco tempo, os sentimentos estão ainda mais aflorados, como é o caso do empresário Rafael Nakata, 27 anos, que considera a melhor parte de ser pai a proteção que é transmitida e o amor que aumenta a cada dia a partir do momento em que escuta o choro do pequeno Lorenzo, nascido no dia 1º de agosto. “Na minha opinião, ser pai é desenvolver um amor incondicional, até porque eu não tive um pai presente e fui criado por minha avó, não tive nenhuma figura paterna para que pudesse me espelhar, mas quero ser o melhor pai do mundo para o meu filho”, afirma. Segundo Rafael, a cada momento em que ouve o choro do Lorenzo o seu coração aperta e se sente emocionado, pois, mesmo sendo um bebê, o filho já reconhece a sua voz.

O auxiliar de serviços gerais Paulo Silva de Jesus, 42 anos, expõe que ser pai para ele foi a sua maior alegria e que não há nenhum presente maior do que colocar um filho no mundo. “Quando descobri que seria pai fiquei muito emocionado, foi algo que percebi que queria ao longo da vida, mas não troco as minhas filhas por nada, são os meus tesouros preciosos que guardo comigo. Para ser um bom pai, eu tento dar o máximo de atenção e dedicação para elas, mostrando que a família é o alicerce de tudo”, diz.

A estudante e filha de Paulo, Thalita Aparecida de Jesus, 9 anos, garante que, para ela, o seu pai é tudo e que nunca lhe deixou faltar amor e carinho. “Quando for mãe, quero ser para os meus filhos o que o meu pai é para mim hoje”, conta.

Já o estudante de 10 anos e violeiro, André Augusto Ferreira Galvão, fala que para ele, o pai Josemar Domingos é o seu melhor amigo e incentivador na música. “Ele brinca comigo, me estimula a ser um bom amigo, ensina a andar a cavalo e a respeitar os mais velhos. Meu pai é o meu fã e maior incentivador para que eu continue no mundo da música, tanto que fiquei em 2º lugar no Festival Viva São Gonçalo”, lembra. 

 

Visão sociológica

O sociólogo Marcos Lupércio Ramos comenta que as relações entre pais e filhos têm mudado, principalmente com a abertura ao diálogo e a modificação da postura autoritária. “Hoje os pais são menos presentes fisicamente, mas quando estão com os filhos, são menos autoritários e mais participativos e permissivos. As crianças atualmente possuem mais liberdade, porém, limites devem ser impostos”, diz. Ainda segundo Marcos, a correria do cotidiano faz com que os pais se distraiam de suas funções, mas é preciso saber conciliar as atividades da vida profissional com a paternidade para uma relação contemporânea saudável entre pais e filhos

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