Marco Vinicius Ropelli - Prudente é a nona cidade a receber a rampa de acessibilidade da Gol; cadeirante, vice-prefeito Douglas Kato aprovou a medida

Foto: Marco Vinicius Ropelli - Prudente é a nona cidade a receber a rampa de acessibilidade da Gol; cadeirante, vice-prefeito Douglas Kato aprovou a medida

INCLUSÃO

Gol inaugura rampa de acessibilidade no aeroporto de Prudente

  • 20/11/2019 08:55
  • MARCO VINICIUS ROPELLI - Especial para O Imparcial

Na manhã de ontem, no Aeroporto Estadual de Presidente Prudente, a empresa Gol Linhas Aéreas inaugurou sua nona rampa de acessibilidade para embarque e desembarque de passageiros. Quando o avião, vindo do Aeroporto Internacional de Guarulhos, pousou na pista prudentina, foi possível, com total tranquilidade, descer dois passageiros, colaboradores da empresa, e cadeirantes da aeronave.

O gerente de aeroporto da Gol, Ricardo Amadio Suzano, afirma que a empresa tem o propósito de ser acessível para todos seus clientes, por conseguinte, a Gol realiza estudos em diversos aeroportos do Brasil em busca daqueles cuja infraestrutura é satisfatória e que os clientes possuam demanda por acessibilidade. Prudente cumpriu todas as especificações e, portanto, foi um dos primeiros aeroportos a receber a rampa de acessibilidade.

Participou da solenidade de inauguração da nova estrutura o vice-prefeito de Prudente, Douglas Kato Pauluzi (PTB). Ele, como deficiente físico, vê com olhos ainda mais entusiasmados a novidade que a Gol traz à cidade. “Essa não é uma política de Estado, mas uma política de empresa, importante que sirva de modelo para que outras companhias tomem a mesma iniciativa”, salienta.

Douglas vai além, sente-se satisfeito por perceber que a região tem trazido bons resultados, um deles, ele cita, são os voos sempre lotados: 89% dos assentos são preenchidos diariamente. O vice-prefeito lembra que a rampa é mais um recurso que se soma a outras políticas de acessibilidade como o Medif, uma autorização médica a qual permite que acompanhantes de pessoas com deficiência física, que não possam ficar sozinhas, paguem apenas a taxa de embarque ou no máximo 20% da tarifa.

“É uma quebra de preconceitos. Criamos, muitas vezes, situações constrangedoras. Eu já passei por isso, ter que ser pego no colo, por exemplo, sem contar a falta de segurança”, reitera Douglas, ao citar suas experiências com transporte aéreo. Ricardo completa: “Acessibilidade 100% não tem púbico-alvo, é para todos, desde deficientes, idosos, mães com crianças de colo, carrinho de bebê, e até os que não precisam”.