Futebol de Rua é relembrado no Sesc Verão

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| THIAGO MORELLO - Da Redação

É difícil encontrar alguém que, quando criança, não tenha visto ou participado do seguinte cenário: molecada do bairro toda reunida, times divididos e traves improvisadas com chinelos para praticar o famoso golzinho, também conhecido como futebol de rua. Na manhã de ontem, as traves eram de verdade, os times foram separados e a galera também foi reunida, mas na quadra do Sesc Thermas de Presidente Prudente. Como parte da programação do Sesc Verão 2018, quem passou pelo local pôde prestigiar a atividade e relembrar um pouco dessa prática esportiva que foi criada na rua, como o próprio nome já diz, com o intuito de promover a diversão.

Só que além da diversão, quem pratica também pode fazer uma reflexão. Pelo menos é o que pretendem com a atividade, o professor Hernanny Figueiredo e o coordenador técnico Saimon Avelino, ambos do Instituto Futebol de Rua, que vieram até a unidade de Prudente para colocar a molecada para jogar. “Mais do que realmente se divertir, a gente tenta mostrar para o participante que podemos ir além com o esporte, no sentido de pensar não só na competitividade, mas na individualidade”, destaca Hernanny.

E como isso é feito? A reportagem fez a mesma pergunta para dupla e eles explicaram de forma simples, em três regras: no futebol de rua do Sesc, o drible vale mais que gol, que é pra mostrar que a técnica é mais importante que o ganho; a individualidade trabalhada com cada um; e, por fim, a regra do farplay, que seria o código de ética do jogo.

“Como nós já comentamos, essa última regra vai produzir a reflexão do jogador, por meio do aprendizado. Por exemplo, se ele for mais agressivo e produzir algo fora das regras intencionalmente, ele será penalizado e poderá até mesmo ficar fora do jogo por um tempo”, explica Saimon. Tudo isso, de acordo com ele, é para que o esporte não dê vez à rivalidade.

O futebol de rua, conforme os representantes do Instituto, nasceu em 2006 e veio com o objetivo de  resgatar a prática feita na rua mesmo, improvisada, na brincadeira, como ilustrada anteriormente. Hoje, a entidade que eles estão à frente, está em cinco Estados e atende mais de 5 mil crianças.

 

Bola rolando

E se é para se divertir e refletir, bola para o jogo. Se liga nessa dupla: João Lucas Pereira Venceslau, 11 anos, e Ygor Luiz Santana Bezerra, 14 anos. Vizinhos, amigos e, por um momento, rivais. Os dois levantaram cedo e foram participar da atividade do Sesc. Ambos os garotos contam que sempre que podem praticam o esporte. “Geralmente estamos em mais, uns quatro ou cinco. Ai a gente se junta com os meninos de outros bairros e joga”, conta João Lucas.

Então não poderia ser diferente. Antes de entrarem em quadra, Ygor lembra que prefere “mil vezes”, estar na rua jogando bola do que em casa jogando vídeo game. Interessados na modalidade que lhe seriam apresentadas por meio do Sesc, ambos demonstraram interesse em aprender sobre essa variação do futebol de rua, e, principalmente, o que ela prega, como a reflexão.

 

Serviço

Você gosta de futebol de rua e perdeu ontem no Sesc? Hoje também tem e a participação é livre. A atividade começa a partir das 10h. A unidade de Presidente Prudente está localizada na Rua Alberto Peters, nº 111, no Jardim das Rosas.

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