OPERAÇÃO ENGODO

Fraude atinge órgãos públicos

Ação visa à repressão dos crimes de associação criminosa, estelionato, falsidades documentais e lavagem de capitais

  • 02/10/2019 06:00
  • WEVERSON NASCIMENTO - Da Redação

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Seccional de Polícia de Presidente Venceslau, com o apoio de policiais civis da região e de Guarapuava (PR), deflagrou a ação policial “Engodo”, na manhã de hoje, visando à repressão dos crimes de associação criminosa, estelionato, falsidades documentais e lavagem de capitais. A ação tem por objetivo o cumprimento de sete mandados de busca domiciliar e dois mandados de prisão preventiva, além da “colheita de provas de uma grande fraude criminosa que vem vitimando diversos órgãos públicos, principalmente prefeituras”.

Segundo a Polícia Civil, na região foram vítimas – a Codasp (Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo); prefeituras de Narandiba e de Teodoro Sampaio, e a Unesp (Universidade Estadual Paulista).

Em resumo, a Polícia Civil informa que os estelionatários falsificam faturas de telefonia e de serviços de internet, alterando seus códigos de barras, enviando-as por contas de e-mail que parecem ser legítimas (pertencentes às operadoras de telefonia e internet). Em seguida, passam a cobrar insistentemente por telefone os supostos devedores.

“Com isso, os pagamentos são direcionados para contas bancárias em nome de pessoas jurídicas constituídas em nomes de terceiros. Para tanto, são empregados documentos falsos, pois os estabelecimentos e proprietários sequer existem fisicamente”.

Os prejudicados descobrem que foram vítimas muito tempo depois, ao serem cobrados pelas concessionárias de telefonia e internet, quando os prejuízos já atingiram altas cifras, diz a polícia. O número de vítimas pode aumentar consideravelmente após as diligências, já que muitas delas ainda não têm conhecimento do golpe.

Na Prefeitura de Narandiba, de acordo com o gestor de telefonia, até o momento a fatura não foi paga e está sendo averiguada pelo Setor de Contratos. A reportagem também solicitou um posicionamento dos outros órgãos citados, mas até o fechamento desta matéria não obteve um parecer.