Cedida/ Adriano Kirihara:Colônia de Pinguins de Barbicha, na Ilha Deception, um dos lugares que encantou o fotógrafo

Foto: Cedida/ Adriano Kirihara:Colônia de Pinguins de Barbicha, na Ilha Deception, um dos lugares que encantou o fotógrafo

“UM LUGAR CHAMADO ANTÁRTIDA”

Fotógrafo participa de expedição e apresenta resultado em exposição

Prudentino Adriano Kirihara ficou 21 dias no continente e dedicou-se à fotografia outdoor

  • 03/04/2019 10:30
  • WEVERSON NASCIMENTO - Da Redação

Antártida, um dos locais mais inóspito do planeta é destino constante de viajantes destemidos. Mesmo com acesso nada fácil, não foi difícil o suficiente para impedir que o fotógrafo e jornalista prudentino, Adriano Kirihara, 40 anos, fosse até o local e registrasse toda a beleza do continente. Em 21 dias de expedição dedicou-se a fotografia outdoor (tirada ao ar livre) a bordo de um veleiro de 35 metros.

O jornalista relata que a viagem para a Antártida foi um sonho realizado, pois todo fotógrafo de natureza e fotografia outdoor sonha estar em um lugar como aquele. “É um local ainda inóspito, que ainda conserva muitas coisas exuberantes. A natureza ainda está conservada, então a minha experiência como pessoa e como fotógrafo foi muito grande”, destaca.

Adriano conta que sempre teve vontade de visitar o continente e que havia estudado a respeito. Foi quando um amigo que trabalha na mesma empresa o convidou para a expedição. “Sempre falávamos de ir para lá, aí surgiu a oportunidade do veleiro que iria justamente para fazer a expedição fotográfica e eu prontamente falei: ‘eu vou’".

 

Experiência

A bordo de um veleiro francês todo equipado para o tipo de exploração, a viagem inteira foi pautada e desenhada para ser uma expedição fotográfica. “Navios muito grandes não conseguiriam entrar em alguns lugares que nós conseguimos. O veleiro, por ser menor, ele consegue entrar em algumas bahias, então conseguimos explorar mais a região. Às vezes, quando chegávamos perto de uma ilha ou algum lugar que era interessante e que nos dava condições de clima, nós descíamos em um barco inflável e íamos até o local fotografar”, afirma.

Apaixonado pela fotografia outdoor, o fotógrafo destaca a importância de inserir na cena a sua interpretação do local e, junto dos recursos técnicos da câmera, valorizar o espaço e transmitir suas imagens.

Durante a viagem, contou que umas das imagens e momentos mais marcantes fora do contato com os pinguins e o pôr do sol antártico. “Nós fomos nas Deception Island [ilha da decepção] e lá encontramos uma colônia grande de pinguins de barbicha, que é endêmico daquela região da Antártida, só tem lá. Eles estavam em uma colônia de 60 mil pinguins e eu tive a oportunidade de chegar muito próximo deles”, destaca.

Outro relato marcante para Adriano, diz respeito ao pôr do sol. “Quando eu fui era verão austral e estava claro praticamente às 24 horas do dia. Nessa época não escurecia, mas chegamos em um ponto da Charcot Island [Ilhas Charcot] e conseguimos pegar o pôr do sol antártico que na verdade ele não se põe, ele chega a tocar o horizonte e sobe novamente porque não fica escuro. Este fenômeno só acontece em alguns períodos durante o ano, logo, o fotógrafo pontua que teve a sorte e o privilégio de presenciar o momento.

Ao todo, o fotógrafo relata ter tomado até 3 mil fotografias durante a expedição que durou 21 dias, considerando a oportunidade uma experiência para vida.

 

Exposição

De volta ao Brasil, até dia 10 de abril o fotógrafo Adriano Kirihara assina a exposição fotográfica “Um lugar chamado Antártida” com curadoria realizada pelo professor e fotógrafo prudentino, Paulo Miguel. A exposição reúne 24 imagens do continente austral do globo terrestre com registros de paisagens, animais e pessoas rodeados pela natureza do continente. “Com essa curadoria do Paulo Miguel, ele sintetizou um pouco a viagem. Ele conseguiu construir uma narrativa para que a exposição também conte uma história e que a pessoa, ao ver o que está sendo apresentado, consiga ter uma noção de como foi a viagem e a expedição”, declara.

 

Adriano Kirihara

Suas fotografias já foram publicadas em revistas como: Exame, Fotografe Melhor, na National Geographic Brasil, em livros didáticos das editoras FTD, Moderna, Editora do Brasil entre outras. Kirihara é um dos fotógrafos da Pulsar Imagens e também colaborador de artigos para revistas especializadas em fotografia. O fotógrafo já expôs no Salão Internacional de Jaú e no de Araraquara. Em 2010 participou junto com dois fotógrafos prudentinos da exposição “Sertões”, que reuniu imagens do árido interior pernambucano. Em 2016, Kirihara apresentou a exposição “In N Out”, que teve como tema a fotografia outdoor, na ocasião reuniu 22 cenas de parques nacionais como da Chapada Diamantina (BA), Chapada dos Veadeiros (GO) e da Serra da Canastra (MG), no Brasil, além de paisagens do exterior, como registradas no Parque Nacional do Arcos, em Utah, nos Estados unidos.

 

Serviço

A exposição “Um lugar chamado Antártida” teve início no dia 1ª de abril e irá até o dia 10 do mesmo mês, na Praça de Eventos I do Prudenshopping - Avenida Manoel Goulart, 2400, Jardim das Rosas.