José Reis: Festival Regional Nossa Arte reuniu 100 assistidos da região de Presidente Prudente

Foto: José Reis: Festival Regional Nossa Arte reuniu 100 assistidos da região de Presidente Prudente

INSERÇÃO SOCIAL

Festival reúne artistas de Apaes da região de PP

Intenção, segundo organizadores, foi a de promover a arte por meio de apresentações e exposições em diversos gêneros artísticos, com fins educadores e formativos

  • 25/04/2019 06:20
  • GABRIEL BUOSI - Da Reportagem Local

O Teatro Paulo Roberto Lisboa, no Centro Cultural Matarazzo, que fica em Presidente Prudente, durante todo o dia de ontem ganhou novos rostos, novos sorrisos, carinhas de apreensão, mas que, ao mesmo tempo, demonstravam a felicidade em participar de um evento que marca a integração e interação de assistidos de Apaes (Associação de Pais e Amigos Excepcionais) de oito cidades da região. Ao participarem das apresentações culturais e artísticas, os cerca de 100 assistidos pelas unidades não se resumiam – como nunca se resumiram – ao fato de serem excepcionais por possuírem alguma diferença, como a genética, mas sim, por serem excepcionais na capacidade de quebrar barreiras, de mostrar para a sociedade o quanto são determinados e pela capacidade de derrubar o tabu de que sonhos não podem ser alcançados. O momento marcou o 1º Festival Regional Nossa Arte.

A atividade promovida pela Federação Nacional das Apaes (Associação de Pais e Amigos Excepcionais), por intermédio da Coordenação Nacional de Arte e Coordenadores Estaduais de Arte, contou com uma etapa regional, conforme a organização, como uma preparação para as fases estadual e nacional da Federação Nacional das Apaes, o que segundo o coordenador de artes da região de Presidente Prudente, da instituição, José Maria Silva Neto, objetiva “mostrar a capacidade que cada um deles tem, além de ser uma oportunidade de revelar que a arte não se limita a pessoas com ou sem deficiência”.

Todas as apresentações nos marcaram, pois, além de mostrar o quanto estavam ansiosos e preparados, que eles são capazes de fazer tudo

José Maria Silva Neto,

coordenador

Neto, além dos objetivos mencionados, lembra que a intenção é a de promover ainda a arte por meio de apresentações e exposições em diversos gêneros artísticos, com fins educadores e formativos. “O evento foi um sucesso e ocorreu conforme o esperado. Todas as apresentações nos marcaram, pois, além de mostrar o quanto estavam ansiosos e preparados, que eles são capazes de fazer tudo. Houve carinho e elaboração em todas as atividades”, expõe.

Em cima do palco

A professora de música da unidade de Presidente Prudente, Lourdes Matsu, levou um grupo de alunos para a apresentação intitulada de “Um olhar para a reciclagem”. Isso porque, os assistidos aproveitaram caixotes para juntarem o ritmo musical com a criatividade. A música base escolhida foi Uptown Funk, de Bruno Mars. “É gratificante sediar um evento como esse. Nossa unidade participou de três categorias: música, artes visuais e dança, com 11 jovens. Eles não enxergam como uma competição e é esse aprendizado que almejamos”.

Pedro Henrique Oliveira, 19 anos, é um dos jovens assistidos pela cidade e esteve junto com o grupo na apresentação em questão. Para ele, esse é um marco para que todos os vejam como “capazes de interagir com a sociedade”. “Já participei de outras atividades e gostei muito dessa com o caixote, que conserva alimentos e muitas vezes não é reutilizado”. Ele finaliza dizendo que pretende se envolver em outras ações como a de ontem, por saber o quanto é importante para ele.

Quem também esteve presente foi a Apae de Rosana. A professora de Educação Física da unidade, Desiree Mendes Benvenuto, esclareceu à reportagem que o tema do grupo de 15 alunas foi “bailando as diferenças”, quando as bailarias “com padrão de beleza fora do comum” ressurgiram a vida de um jardim, liberando uma borboleta para que ela conhecesse a sociedade. “Tivemos poucos dias de preparação, mas saiu tudo como previsto. O encontro marca a valorização das diferenças e capacidade de todos eles”.