Foto: Weverson Nascimento - Fernando Fabin do vôlei: 15 anos de experiência como atleta e quase 7 como treinador

Foto: Foto: Weverson Nascimento - Fernando Fabin do vôlei: 15 anos de experiência como atleta e quase 7 como treinador

VOLEIBOL

Fernando Fabin agorá é nível 3 de treinador

Qualificação permite que o treinador prudentino da modalidade estruture, prepare, planeje, enfim, trabalhe em qualquer clube do país em equipes de categoria juvenil e adulto

  • 08/02/2020 04:01
  • THIAGO MORELLO - Da Redação

“A gente não treina a equipe pra ser campeã. A gente treina a equipe para ser admirada”. Esse é o pensamento do professor de voleibol da Semepp (Secretaria Municipal de Esporte), Fernando Fabin, que não se acanha ao dizer que está na função para ver seus atletas apresentando um esporte “bonito de ver”. E foi com essa meta que ele foi e voltou de uma viagem do Sul, em São José (SC), onde fez o curso Nacionais de Treinadores Nível III da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). Agora ainda mais capacitado, ele garante que quer aplicar todo o ensinamento na atividade prudentina, a fim de garantir o melhor desenvolvimento da modalidade.

De acordo com Fabin, os níveis de treinadores podem chegar até o 4, sendo os dois últimos voltados para atuação na seleção brasileira e aprendizados de cunho internacional.

Engana-se quem pensa que foi fácil. Ao ser indagado, a definição para a experiência que ele deu foi: “tratamento de choque”. “Foram oito dias intensos, com mais de 10h de curso, diariamente. Muita gente, do país inteiro, e vivendo vôlei, respirando vôlei, dormindo vôlei e comendo vôlei [risos]”, brinca Fabin. Com isso, o resultado foi de muito cansaço físico e mental, mas também, a certificação. “Sempre foi um sonho chegar nesse nível”, frisa o treinador.

Sabe o que significa esta qualificação? Fabin agora pode trabalhar em qualquer clube do país! Mais que isso, ele está capacitado a treinar, preparar, planejar e estruturar um esquema de trabalho com ênfase em equipes de categoria juvenil e adulto. Os 15 anos de experiência como atleta e quase sete como treinador, o ajudou a estruturar uma bagagem que tornou possível chegar a este nível que era seu objetivo.

 “A experiência adquirida, a vivência ajudou sim porque no curso teve apresentação de trabalho, prova prática e teórica, e eu até tinha um pouco de material. Mas também vai muito do instrutor e professor que aplica a prova. Vale lembrar que essa capacitação é referente ao vôlei de quadra, pois, por mais que muitos pensem que não, existe um nivelamento diferente para o vôlei de praia. Ingressar nesse meio também está nos meus planos”, revela o treinador.

 

COLOCAR EM PRÁTICA

TUDO QUE APRENDEU

O próximo passo de Fabin é “tentar trazer toda a filosofia das grandes equipes”, aprendida no curso, para Prudente. E não só em aprendizado, mas também em estrutura. “Tentar implantar na cidade uma Super Liga, talvez. Enfim, uma competição de nível estadual para os grupos juvenil e adulto. Nossa equipe adulta volta a treinar nesta segunda-feira, e joga pela Liga de Maringá, em março. São jogos que ocorrem ao longo do ano todo, então, precisamos voltar com tudo para nos prepararmos”, frisa.

Mas, vale lembrar que para colocar em prática tudo que deseja é preciso “união de esforços”. Não depende só dele. “Falta incentivo da iniciativa privada no esporte. Hoje dependemos muito mais da Prefeitura e dos próprios atletas. Precisamos de muito mais apoio”, lamenta.

E há também a falta de interessados, que por ele, também ocorre em vista da falta de incentivo. “Hoje trabalhamos com uma base com atletas de 30 anos no vôlei adulto. Essas pessoas não vão jogar pra sempre. Então, temos que formar sucessores, trazer uma renovação de atletas”, acentua o técnico exaltando ainda aos mais novos que é preciso espírito de viver o esporte e não apenas competir pela cidade.

 

NÍVEIS DE TREINADORES

 

I - Básico, destinado à atenção básica, de iniciação dos atletas;

II - Lida com o preparo dos jovens que estão em formação, infanto e juvenil;

III – Preparação, planejamento e estrutura de trabalho, voltado para o público juvenil e adulto, atletas já formados. Ele foca mais na estrutura, planejamento da temporada e comissão técnica.

 

Foto: Weverson Nascimento - “A gente não treina a equipe pra ser campeã. A gente treina a equipe para ser admirada”