José Reis - Vendedores também vêm de diversas cidades para vender produtos na cidade

Foto: José Reis - Vendedores também vêm de diversas cidades para vender produtos na cidade

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Feriado santo influencia no comércio dos ambulantes

  • 20/04/2019 04:34
  • THIAGO MORELLO - Da Reportagem Local

Tradicionalmente, durante a quaresma, que são os 40 dias que antecedem a Páscoa, o consumo de carne vermelha fica restrito aos fiéis que seguem a religião ao pé da letra. Na Sexta-Feira Santa, ontem, o ato fica ainda mais forte. Por conta disso, durante as celebrações do Dia de Santo Expedito, na cidade que leva o nome da santidade, o comércio de ambulantes, que já é comum ao longo dos dias, foi influenciado pela doutrina.

Por exemplo, a comerciante Antonia Alves Costa, 47 anos, tem uma barraquinha de cachorro quente e há 10 anos leva até o município quando está ocorrendo as festividades. De Panorama (SP), ao lado do marido, até amanhã de ontem ela confirmou à reportagem que a venda estava “bem baixa”. “Mas já era esperado, né. Como a gente vai ficar aqui até domingo [amanhã], a aposta está nesses dois últimos dias de festa”, completa.

Durante o primeiro dia de festa, até a própria cozinha da praça de alimentação oferecida pela comunidade organizadora, teve o cardápio adaptado para atender o público e manter o respeito à tradição. De Presidente Prudente, o Thiago Santos tentou seguir a onda na medida do possível. Com um trailer de tapioca, ele anunciou um novo sabor: bacalhau. “Não é do nosso costume fazer, mas em vista do dia e da necessidade de atender a todos, incluímos pelo menos dessa vez”, argumenta.

Mas há também que não tenha do que reclamar. Muito pelo contrário. O Willian Ricardo Ortega Sanches, 41 anos, ele foi até Santo Expedito, como sempre faz há uma década, vender pano de prato. “Pra mim está bom, até agora. Mesmo sendo apenas o primeiro dia está melhor que os outros anos. É feriado, né, então tem gente que pode vir dessa vez”, comenta. Ele não deixa de apontar, ainda, que pra ele tem sido um dos melhores anos.

E no meio termo, na banquinha do Pedro Ferreira, 39 anos, até o início da tarde ele comentava que era “difícil de avaliar o desempenho do comércio”. Contudo, ele lembra que o fato de ser Sexta-Feira Santa poderia afetar mais o ramo de alimentação. “Até domingo a expectativa é boa. É um feriado prolongado, muita gente vai vir, então estamos esperançosos com as vendas”, confirma. De Aparecida do Norte (SP), há cinco anos o comerciante vai à cidade e vende artigos religiosos, como camisetas, santos de gesso, rosários e entre outros.