Falta de transparência gera insegurança aos munícipes

editorial

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Chega esta época de final de ano e a os munícipes da região se preparam para aproveitar os feriados e os dias de folga para se aproveitar as belezas naturais do oeste paulista – dentre elas, o Parque O Figueiral, em Presidente Epitácio. No entanto, uma série de ferimentos que apareceram na sola dos pés tem gerado conflito entre os Bombeiros Municipais e a Prefeitura, dando origem a um clima de insegurança entre os moradores que gostariam de aproveitar as águas do Rio Paraná neste ano novo, mas estão receosos da segurança.

A falta de transparência é o principal motivo desse cenário. Enquanto as imagens mostram ferimentos fundos, se assemelhando a mordidas, o município divulgou inicialmente uma nota afirmando que os cortes eram “pequenos” e superficiais. É claro que é preciso investigar se há realmente a existência de piranhas no rio, e quais áreas estão vulneráveis aos acidentes.

Ainda assim, não é coerente tratar todos os ferimentos como possíveis cortes em objetos cortantes na areia da praia, ainda que sejam na sola dos pés, principalmente. Isso porque em muitas fotografias é possível visualizar uma profundidade nos machucados, e “buracos” – ainda que não sejam ferimentos graves ou muito grandes.

Nesse momento, o ideal seria que os órgãos trabalhassem em conjunto para o esclarecimento da situação. Claramente é necessário uma confirmação da origem dos ataques e o pânico não pode ser instalado. No entanto, colocar “panos quentes” sobre o assunto, sobretudo num período que economicamente é interessante para o Executivo que o local não seja interditado, é algo no mínimo preocupante.

Se por um lado o alarde de uma divulgação precipitada é improfícuo, o excesso de zelo em não revelar a realidade da situação pode gerar ainda mais acidentes e colocar vidas em risco. A única forma de equilibrar essa situação é o diálogo entre as partes. Mas para isso, é necessário que interesses pessoais – e políticos – sejam deixados de lado, priorizando neste momento o bem público. Essa atitude é o mínimo que a população espera de um Estado que a proteja. Sem isso, a comunidade se sente insegura, abandonada e fadada ao caos social.

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