Construção e demolição Estudo identifica 40 pontos de descarte irregular de resíduos

 07/12/2017  - ANNE ABE - Especial para O Imparcial

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Um estudo científico realizado em Presidente Bernardes identificou 40 pontos de descarte irregular de RCD (resíduos da construção e demolição) no município. O setor está entre os maiores causadores de impactos ambientais, tanto pela exploração dos recursos naturais, quanto pelo elevado índice de geração de resíduos, no qual reside o problema do descarte irregular. A pesquisa, que foi realizada junto ao Programa de Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), será encaminhada ao Departamento Municipal de Agricultura e Meio Ambiente bernardense.

De acordo com a Assessoria de Imprensa da Unoeste, o autor do levantamento é o engenheiro civil Renam Serraglio Quaglio, o qual constatou que os maiores volumes de resíduos foram encontrados em bairros periféricos. Nesse sentido, diz que a pesquisa irá oferecer subsídios para uma gestão baseada nos princípios de sustentabilidade, a partir de informações que identificam os impactos detectados, que abrangem a degradação de áreas de disposição, erosão e assoreamento que comprometem o Córrego Guarucaia.

À reportagem, o responsável pelo departamento municipal, Gilson Adriano Bento Pereira, diz que prefere não se manifestar sobre o assunto, pois ainda não teve acesso ao estudo, já solicitado ao pesquisador. “Em cima do que for observado, vamos analisar o que pode ser feito. A pesquisa é muito importante, é uma ideia que devemos aproveitar”, declara.

 

“A pesquisa irá oferecer subsídios para uma gestão baseada nos princípios de sustentabilidade, a partir de informações que identificam os impactos detectados”

Renam Serraglio Quaglio,

autor do estudo científico

 

Pesquisa

Com a população estimada em 15 mil habitantes, os pontos de resíduos encontrados em Presidente Bernardes, apontados na pesquisa, foram classificados em classes de A a D pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente ). A partir disso, a predominância foi da classe A, em que mais de 80% de produtos podem ser reutilizados ou reciclados na própria obra como agregados.

Nesta classe estão tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento, argamassa, materiais cerâmicos, concreto e solo retirado em terraplenagem. Na sequência, os da classe B podem ser reciclados para outras utilizações, como, por exemplo, papel, papelão, plásticos, metais, vidros, madeira e gesso. Já na classe C, os resíduos não podem ser recuperados. Por fim, na classe D são os considerados perigosos, capazes de causar riscos à saúde humana e animal ou ao meio ambiente, sendo basicamente tintas e solventes.

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