Estado de greve tem fim após propostas

ROBERTO KAWASAKI - Da Redação • 10/06/2018 08:46:00

Após reuniões de conciliação para atender às reivindicações dos professores de escolas particulares do Estado de São Paulo, na quinta-feira os profissionais aceitaram a proposta apresentada pelo Tribunal Regional do Trabalho e colocaram fim ao estado de greve, iniciado há algumas semanas. Conforme explica Ademir Rodrigues, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino em Presidente Prudente e Região, nesta semana vai ser redigida a convenção coletiva de trabalho, que será assinada pelos responsáveis. A proposta aceita é válida pelo prazo de um ano, com início em 1º de março de 2018, retroativo deste ano, até 28 de fevereiro de 2019.

A análise das propostas ocorreu na quinta-feira, após realização de uma assembleia para analisar os tópicos da proposta – tanto da parte dos trabalhadores, quanto da classe patronal. A Federação dos Professores do Estado de São Paulo e os 23 Sindicatos de Escolas Particulares optaram por aceitar o texto, bem como houve aceitação também do Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo).

O presidente do sindicato explica que a proposta de reajuste salarial “poderia ter sido melhor”, mas acrescenta que a categoria decidiu por optar pelo reajuste de 2,14%, oferecida pelo juiz desembargador e relator do dissídio coletivo, Fernando Álvaro Pinheiro, da 2ª Região Tribunal Regional do Trabalho do Estado de São Paulo. Entre os pontos aceitos pelos reivindicantes está também o pagamento de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) de 15% do salário bruto. Desta forma, a escola que não cumprir com a cláusula do PLR terá que dar reajuste de 3,39% no salário, retroativo a março de 2018.

Conforme explica Ademir, o que considera de “extrema importância” foi a manutenção das conquistas que seriam retiradas dos docentes, como a bolsa de estudo para os filhos de professores, a estabilidade semestral de salários e o recesso escolar que seria diminuído.

 

Estado de greve

Há cinco meses, a categoria dos docentes buscava junto ao sindicato patronal o fechamento de um acordo coletivo para atender às reivindicações. Conforme explica à reportagem, o presidente diz que a classe pediu um aumento real de 3% no salário dos docentes por dois anos; bem como manter os direitos trabalhistas, conquistados durante 30 anos, como a bolsa de estudo para os filhos de professores, a estabilidade semestral de salários e o recesso escolar que seria diminuído. “Como o sindicato patronal colocou impasse sobre essas medidas, a categoria resolveu levar o assunto ao Tribunal para ser decidido de maneira coletiva”, acrescenta.

Para que as reivindicações fossem vistas pelos demais, foram distribuídos panfletos informativos nas portas das escolas, para que os pais ficassem cientes do que estava ocorrendo. Ademir explica que em São Paulo “cerca de 3 mil professores paralisaram os serviços e manifestaram”, diferente da região de Prudente, em que os trabalhadores optaram pelo estado de greve.

 

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