Sexta-Feira . 22 Fevereiro . 2019
Mais uma vez

Estabelecimentos preveem repasse no preço do gás

Petrobras anunciou reajuste na segunda-feira e revendedoras estimam repassar nos próximos dias o reajuste do botijão aos clientes

06/02/2019 08:29 • GABRIEL BUOSI - Da Redação
Marcio Oliveira - Em estabelecimentos ouvidos pela reportagem, preços do botijão de gás variam de R$ 65 a R$ 72 Marcio Oliveira - Em estabelecimentos ouvidos pela reportagem, preços do botijão de gás variam de R$ 65 a R$ 72

A Petrobras anunciou na segunda-feira mais um reajuste no preço do GLP (gás liquefeito de petróleo), conhecido como gás de cozinha, em 4,4%, o que faz com que o botijão de 13 quilos do produto passe a custar R$ 23,10 desde ontem. Os consumidores de Presidente Prudente que pagam o valor final, no entanto, a partir dos próximos dias, já podem começar sentir no bolso a diferença, pois os estabelecimentos que comercializam o botijão informaram que pretendem repassar o aumento assim que novas compras, já ajustadas, forem realizadas. Um local entrevistado, no entanto, informa que prefere arcar com o prejuízo, mas manter a confiança do cliente, como é o caso da Paula Gás. “Desde o ano passado não estamos repassando novos valores, pois precisamos entender nossos clientes também”, informa o responsável pelo local, Edvaldo Oliveira. A reportagem localizou o produto ontem em preços que variam de R$ 65 a R$ 72 na cidade.

Segundo informações da “Agência Brasil”, no acumulado do ano, o gás de cozinha apresenta aumento de 5,2% se comparado ao preço praticado em dezembro do ano passado. “A estatal informou que o reajuste ocorre devido à desvalorização do real frente ao dólar, que apenas entre março a junho foi de 16%, e ao reajuste de 22,9% do preço do gás de cozinha no mercado internacional no mesmo período”, ressaltou a agência de notícias. Desta forma, a reportagem entrou em contato com alguns estabelecimentos comerciais para entender o cenário local e ver quando os consumidores já começariam a pagar menos pelo produto.

No Nações Gás e Água, por exemplo, a responsável pelo local, Helena Matsuno, informa que já foi comunicada do reajuste, mas lembrou que na segunda-feira comprou uma nova remessa de produtos, mas que ainda não tinham a alta. O repasse, porém, já é previsto. “Nesta remessa eu peguei 90 botijões e eles devem durar no máximo quatro dias. A partir de então, devo fazer uma nova compra já com o novo valor e, provavelmente, terei que repassar aos clientes com a mesma porcentagem que nos foi enviada”, salienta. Ontem, o local vendeu o produto por R$ 72 na entrega e por R$ 65 se retirado no local. Ela lembra que os reajustes não agradam aos consumidores, que costumam reclamar.

Já no Fiti Água e Gás, conforme Gideon Duarte da Silva, nada foi formalizado por parte dos distribuidores em relação aos novos valores, mas uma nova compra está prevista para ocorrer até sexta-feira, quando os valores serão alterados aos clientes. “Ainda temos 70 unidades adquiridas pelo preço antigo e ele não será alterado, pois não é justo. Repassaremos o que nos for aumentado, pois não podemos sair no prejuízo”. Ele lembra, no entanto, que alterações como essas são vistas de forma negativa pelos clientes e que no começo do ano esse fator é agravado com a chegada de impostos sazonais e que deixam o consumidor “apertado”.

Na Paula Gás, como mencionado no início do texto, Edvaldo decidiu ir na contramão do mercado, por estar há 10 anos no ramo, e saber que decisões como o repasse de reajustes pode ser prejudicial ao negócio. “Ainda não comprei uma nova leva de botijões pelo novo preço, mas a partir de amanhã [hoje], assim que necessário, já devo fazer o pedido. Meu preço vai continuar o de R$ 65, pois não vale a pena passar para o cliente, eles acham ruim e isso tira nossa credibilidade, o mesmo que tenho feito desde o meio do ano passado. Ficaremos, mais uma vez, com o prejuízo”.