José Reis - Apeoesp aponta controvérsias caso ensino integral seja implementado na EE Arlindo Fantini

Foto: José Reis - Apeoesp aponta controvérsias caso ensino integral seja implementado na EE Arlindo Fantini

PEDIDOS EM ANÁLISE

Ensino integral possibilita matriz curricular diferenciada

Prazo para que escolas estaduais demonstrassem interesse em aderir ao modelo se encerrou semana passada

  • 04/10/2019 09:26
  • GABRIEL BUOSI - Da Redação

Na semana passada foi encerrado o prazo para que as escolas estaduais demonstrassem interesse em aderir ao modelo de educação integral. Em Presidente Prudente, a medida gerou controvérsias na Escola Estadual Arlindo Fantini, que teria sido uma das instituições a solicitar este modelo. Aparentemente, segundo o coordenador regional da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), William Hugo Correa dos Santos, caso fosse instituído o modelo de ensino na unidade, os alunos de ensino médio teriam que mudar de escola ou de período, indo para o noturno, pela falta de salas de aula que comportem a todos os estudantes. O Estado, por sua vez, relata seguir em análise os pedidos não apenas da cidade, mas de toda a região.

O programa de ensino integral que deve ter início já em 2020, segundo o Estado, fará com que os estudantes tenham uma matriz curricular diferenciada, que inclui preparação para o mercado do trabalho e orientação de estudos. Mesmo com tais benefícios, a Apeoesp alega que, na Escola Estadual Arlindo Fantini, algumas irregularidades foram constatadas no processo que deveria ser seguido para tal pedido junto ao governo estadual. “A primeira delas é o fato de os pais do ensino médio não terem sido convocados para uma reunião, além de o convite ter sido feito junto ao conselho da escola sem respeitar o tempo mínimo de 48 horas entre o comunicado e o encontro”, alega William. Além disso, ele expõe a falta de apresentação de uma pauta para o debate e ressalta que os alunos, inclusive, teriam feito reivindicações na escola.

A reportagem conversou com a gestora de Ensino Integral da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Bruna Waitman, para repercutir o caso, e foi informada de que nos próximos dias cada Diretoria Regional de Ensino deve receber a informação sobre os pedidos aprovados. “Até lá, mergulharemos em cada um dos casos para verificar documentos e se todos os procedimentos foram seguidos conforme orientação”. Ela ressalta que entre os requisitos para que tudo dê certo estão o desejo da comunidade – alunos, pais e gestores, bem como a demanda regional e tamanho das unidades. Sobre o caso específico da Escola Estadual Arlindo Fantini, o Estado ainda não tem um posicionamento, já que está em andamento o processo de análises.