Enquanto população desperdiça chance da vacina, H1N1 segue fazendo vítimas  

19/06/2018 04:10:00

Da mesma forma que vem ocorrendo em outras cidades, a VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal) de Presidente Prudente precisou prorrogar, pela segunda vez, a Campanha de Vacinação Contra Gripe Influenza. Conforme último balanço divulgado na sexta-feira, a ação atingiu, até o momento, 84,55% de cobertura vacinal dos grupos prioritários, com a aplicação de 45.337 doses. Os de crianças (entre 6 meses e 5 anos)  e gestantes são os que tiveram menor adesão, com 58,79% e 59,29%, respectivamente.

O prazo final para garantir a imunização era, a princípio, 1º de junho, mas, devido ao baixo número de pessoas - mais vulneráveis ao vírus da gripe - que procuraram os postos para se prevenir, a campanha foi prorrogada até o dia 15. Agora, com a nova data estipulada pelo Ministério de Saúde, visando atingir a meta do público-alvo, a ação segue até sexta-feira, dia 22.

Parece, como tem acontecido todos os anos, que a população não está muito preocupada em se imunizar, para ficar livre do vírus ou das complicações que ele pode trazer. Ou não está ciente do perigo. A vacina é gratuita e não dói. Na cidade, das 7h30 às 17h, está disponível em 28 salas, facilitando o acesso. A campanha vem sendo amplamente divulgada. E o pior, a gripe continua fazendo vítimas.  

Na última semana, como informado neste diário, uma mulher de 52 anos, moradora de Euclides da Cunha Paulista, morreu, após ficar uma semana internada com os sintomas da Influenza A (H1N1). Uma outra paciente, de 51 anos, também teve a doença confirmada na cidade, levando cerca de 400 pessoas, muitas delas munidas de máscaras, buscarem “às pressas” a vacina. Em Presidente Prudente, tivemos a morte de uma jovem de 22 anos em maio, além da confirmação de outros dois casos, sendo um deles de uma grávida.  

Será que precisamos de novos outros registros, para que a população se conscientize dos riscos e procure se proteger? O inverno, que é o período de maior circulação do vírus da gripe, está aí. É inadmissível que os pais, que têm tanto amor e total preocupação com os filhos, deixem de garantir a saúde dos pequenos. O mesmo recado serve para as grávidas, que devem agir com a responsabilidade de mãe desde já e se imunizar o quanto antes. O medo de prejudicar o bebê é bem comum. Mas elas precisam entender que a vacina - produzida com vírus inativos (mortos) - é incapaz de provocar má formação no feto e não causa nenhum risco.

Portanto, não há desculpas. Mas sim, preocupação. Oriente vizinhos, parentes e amigos, que integram os grupos prioritários, a procurarem as unidades mais próximas. Não se esquecendo, claro, que medidas básicas de higiene, como lavar  as mãos, evitar aglomerações e o contato com pessoas doentes, devem continuar independente de campanha e são essenciais para manter o vírus longe.

 

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