Sustentabilidade

Energia solar gera até 98% de economia no bolso

De acordo com empresários do ramo, sistema é opção para aqueles que desejam se livrar de bandeiras tarifárias SANDRA PRATA Especial para O Imparcial

SANDRA PRATA - Especial para O Imparcial • 10/10/2018 09:21:00

Atualmente, cerca de 40 mil brasileiros produzem a própria energia, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Deste total, 39.450 utilizam energia solar como fonte. O restante se divide em 114 que usam cogeração qualificada, 57 que usufruem do sistema eólico e 57 que utilizam pequenas centrais hidráulicas. Em Presidente Prudente, o tipo de sistema sustentável mais comum é o de energia solar fotovoltaica. Por isso, a reportagem contatou três empresas do ramo em busca de conhecer os benefícios deste serviço.

A principal vantagem da energia solar é o alívio no bolso. Segundo André Reis Rodrigues, proprietário da Sol+Soluções, a economia nas finanças do mês pode chegar a 98%. Índice esse que os demais entrevistados, Maria Sueli da Silva, dona da Seg-Solar, e Anderson Tetila Azzolini, proprietário da Tesla Engenharia e Energia Solar, denotam variar conforme o consumo de cada residência. “Depois da implantação, a pessoa começa a pagar apenas a taxa mínima de energia, então, se antes o valor da conta era de R$ 400, a diminuição vai ser mais significativa do que uma que era R$ 200”, pontua André.

Outro fator benéfico, conforme os empresários, é o custo-benefício. Embora Maria Sueli explique que é um tipo de energia limpa e sustentável, reconhece que, no contexto prudentino, as vendas desse ramo ainda não são tão populares devido ao preço. Porém, a expectativa é de que, futuramente, o sistema fotovoltaico seja a primeira opção da população. Afinal, para a empresária, as pessoas irão perceber que “vale a pena pagar um pouco mais caro em algo que vai durar mais de 20 anos”, relata.

Os valores, conforme o sócio da empresa, Maurício Luizari Gomes, podem variar de R$ 3 mil até R$ 100 mil. “Uma casa que tenha um consumo de 170 quilowatts, por exemplo, terá um investimento em torno de R$ 10 mil, mas é algo que pode ser parcelado e depois que terminar de pagar só se aproveita a economia por muitos anos”, acentua. Em consequência disso, ele reforça a vantagem de se libertar dos impostos, aumentos constantes e bandeiras tarifárias.

Diferente de Maria e Maurício, Anderson já conseguiu sentir um aumento na procura por energia solar em Prudente. De acordo com ele, embora o cenário de crise esteja arraigado na sociedade e o custo do investimento realmente seja alto, desde janeiro do ano passado passa por um “divisor de águas” nas vendas. Os orçamentos, que antes eram 15 por mês, hoje chegam a 80. O motivo, segundo ele, deu-se pela desmistificação do sistema de energia solar. “Muitas pessoas confundiam com aquecedor de água. Acredito também que estejam buscando soluções mais econômicas devido ao cenário do país”, ressalta.

Processo de geração

Segundo Anderson, para colocar um sistema de energia solar fotovoltaica para funcionar, é preciso de um kit. Este que é composto por placas feitas de silício, um inversor, cabos e disjuntores. “As placas vão captar a radiação solar, transformar em corrente contínua e enviar para o inversor. No inversor, essa corrente será transformada em alternada [tipo de energia utilizada em casa] e será injetada na rede de distribuição da residência”, explica.

Porém, para que isso seja possível, André complementa que para que o indivíduo comece a produzir sua própria energia, ele precisa instalar o sistema em um ambiente no qual exista maior aproveitamento de raios solares. Construções, obstáculos ou qualquer outro fator que atrapalhe a chegada dos raios até as placas não são recomendados. “É um fenômeno químico, por isso, cuidar da localização é essencial”, frisa.

Hugo César Matiolli Mello, 54 anos, faz uso da energia solar há 10 meses. De acordo com ele, contratou o sistema em sua residência e na casa de seu pai. Com isso, revela ter economizado quase R$ 3 mil em contas de energia. “Um boleto, que antes vinha na faixa de R$ 200, hoje pagamos a taxa mínima de R$ 30. No geral, faz muito a diferença no fim do mês”, pontua.

Já o prudentino Renato Peretti Fernandes, 40 anos, ainda não está usufruindo do sistema que instalou em julho. Construindo uma nova casa, ele explica que aproveitou para sair das bandeiras tarifárias. “Além de ser uma opção sustentável, a energia elétrica hoje está muito cara, acabou ficando inviável continuar com ela”, expõe.

SAIBA MAIS

De acordo com Anderson, o cálculo de valores do equipamento é feito com base no consumo mensal de cada residência. Com essa informação, é feito um kit com a quantidade de placas necessárias – uma residência que utilize 400 quilowatts, por exemplo, possui 10 placas – um inversor, cabos e disjuntores.

SERVIÇO

Existe uma ferramenta online chamada Calculadora de Projetos Fotovoltaicos, que possibilita fazer um orçamento de quanto ficaria um investimento em energia solar. Para conhecer, basta acessar o site www.eficienciaverdebb.com.br.

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