Empresariado deve atuar com consciência social

14/06/2018 07:00:00

Uma pesquisa divulgada com exclusividade hoje nas páginas de O Imparcial, realizada pela Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) revela que entre 2013 e 2017 a região de Presidente Prudente contratou formalmente mais de 15 mil pessoas em seus primeiros empregos. Mais da metade dessas admissões foram para os segmentos de comércio e de alimentação, totalizando juntos 7.502 novos empregos para trabalhadores sem experiência prévia.

É importante verificar que esses setores são os primeiros empregadores históricos no oeste paulista e incentivar que a atuação dos empreendedores seja sempre pautada na consciência social e na compreensão do impacto que suas atividades possuem no mercado de trabalho, na vida das pessoas e na sociedade como um todo. Sabemos que o nível de desemprego está relacionado a diretos fenômenos secundários, como o aumento da criminalidade e até a “piora” dos serviços de saúde públicos, que acabam sobrecarregados em meio à uma crise econômica na qual cada vez menos pessoas conseguem arcar com os planos particulares.

Nota-se, principalmente em grupos e multinacionais, uma preocupação crescente com temas que até então pareciam alheios ao setor privado, como sustentabilidade, preservação do meio ambiente, logística reversa e outras questões que afetam a vida das pessoas no longo prazo. Os consumidores se preocupam mais com a origem dos produtos que consomem, se há trabalho escravo envolvido, escândalos financeiros, qualquer tipo de fraude ou adulteração da qualidade dos produtos. Isso ficou visível com o caso da JBS/Friboi deste ano, cujo lucro despencou após ser alvo de investigações dentro da “Operação Carne Fraca”.

Essa nova conjuntura na qual vivemos é cada vez menos tolerante com os abusos e displicências até então permitidas pelo capitalismo. A expectativa sobre as empresas e as responsabilidades imputadas para a manutenção do bem estar social são grandes. A tendência é que cada vez mais o próprio mercado exija uma postura consciente do setor privado, que não está livre de seu maior fiscalizador e censor: seu próprio cliente.

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