COTIDIANO

Em meio à crise, refugiados devem ser acolhidos sem preconceitos

  • 14/04/2019 04:00

A Venezuela vive atualmente o período mais crítico da crise econômica e política que assola o país. Por conta da inflação alta e dos severos índices de desemprego, a população acaba recorrendo ao fluxo imigratório para buscar refúgio em países vizinhos. No Brasil, a capital de Roraima, Boa Vista, acaba sendo o primeiro destino de muitos que conseguem escapar do governo de Maduro. Assim que chegam e conseguem receber algum tipo de assistência, essas pessoas começam a se dispersar para outras partes do país. Tal concentração já pode ser percebida, inclusive, na região de Presidente Prudente.

Ontem, este periódico relatou a história da família Suarez, liderada pelo agente ferroviário Darwins Suarez, 34 anos, e por sua esposa, María Fernanda García, 35 anos. Junto aos três filhos, de 2, 3 e 8 anos, eles deixaram a Venezuela no final de março e atravessaram as trincheiras para conseguir pisar em solo brasileiro. Em contato com um voluntário prudentino e por meio da parceria entre entidades filantrópicas do município, a família conquistou um imóvel simples no bairro Cecap, onde agora tenta recomeçar sua vida. Encantado com as possibilidades que o país oferece, o casal não tem planos de voltar para a nação de origem, mas, a fim de se estabilizarem na cidade, necessitam de ajuda humanitária.

Embora voluntários estejam prestando assistência ao casal, o Projeto Esperança e a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias pedem a cooperação da população, que pode ajudar com a doação de eletrodomésticos, móveis, vestuários, alimentos, entre outros. Em meio a um cenário global em que a xenofobia se apresenta como uma das mazelas sociais mais frequentes, atitudes como esta permite restabelecermos a fé na humanidade e acreditarmos que é possível agir com fraternidade quando alguma parte do mundo se mostra desestabilizada. Apesar de haver fronteiras que delimitam territórios, a solidariedade e a empatia são capazes de superar qualquer barreira imposta. Que a família Suarez receba topo o apoio da comunidade prudentina e sinta-se parte deste município acolhedor e hospitaleiro.