Paulo Miguel - Evento reuniu assistentes sociais, representantes de entidades assistidas e cidadãos em geral

Foto: Paulo Miguel - Evento reuniu assistentes sociais, representantes de entidades assistidas e cidadãos em geral

11ª EDIÇÃO

Em conferência, novas ações à assistência social são discutidas

As ideias e propostas nascidas no evento serão levadas, entre os dias 29 e 30 de outubro, para Araçatuba

  • 21/09/2019 07:14
  • MARCO VINICIUS ROPELLI - Especial para O Imparcial

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Terceiro maior investimento do governo de Presidente Prudente, políticas assistências passam por momento crítico relacionado à crise do país

 

 

 

 

A 11ª Conferência Municipal de Assistência Social de Presidente Prudente iniciou na manhã de ontem com citações inspiradas do prefeito Nelson Roberto Bugalho (PTB) e da presidente do Conselho de Assistência Social, Paloma Campos. O chefe do Executivo, depois de afirmar que a assistência social é a área com o terceiro maior investimento do município, atrás apenas de saúde e educação, fez referência a Charles Chaplin na celebre frase: “Bom mesmo é ir à luta com determinação. A vida é muito bela para ser insignificante”. Já Paloma recitou um poema: “Que sejamos paz por onde passarmos. Reclamar não resolve. Para todos os males só existe um medicamento de eficiência comprovada, continuar na paz”.

O que é o trabalho dos assistentes sociais, senão, proporcionar paz aos cidadãos vulneráveis e “invisíveis”? O que é, senão, tornar a vida de muitas pessoas bela e significante? Para discutir as estratégias de ação é que os profissionais se reuniram na manhã de ontem no Instituto Inova Prudente.

“A 11ª Conferência Municipal de Assistência Social vem no momento para discutirmos e conferirmos tudo aquilo que vem sendo realizado dentro da política de assistência. É o momento de discutir, deliberar e propor ações para que nos próximos anos a gente possa melhorar cada vez mais os serviços”, explica a secretária municipal de Assistência Social, Luzia Fabiana Sales Macedo.

Fabiana destaca que, atualmente, em todo o Brasil, as políticas de assistência social vivem momentos difíceis, reflexos da crise que o país vive. Com a falta de empregos e diminuição da renda das famílias, mais vulneráveis se tornam os sujeitos, e mais desafios chegam até os profissionais da assistência.

A secretária lembra que não será neste congresso que todas as resoluções serão encontradas, o sucesso das ações das políticas de assistência social dependem muito da efetividade de outras políticas, como as educacionais, de saúde, entre outras. As ideias e propostas de ações nascidas no evento de ontem serão levadas, entre os dias 29 e 30 de outubro, para Araçatuba (SP), na conferência estadual. “Daqui vamos para uma conferência maior, a estadual, todos os municípios levam suas propostas ao Estado”.

Palestra

A convidada especial para dividir experiências e conhecimento com as profissionais prudentinas foi a especialista na gestão do Suas (Sistema Único de Assistência Social), Renata Ferreira. A assistente social já atuou como diretora nacional de proteção básica do Suas e conselheira nacional de Assistência Social. Ela faz questão de enfatizar que as políticas de assistência são mais que um gasto, são investimentos nas pessoas.

“A ideia é compartilhar experiências sobre a gestão das políticas de assistência social, sobre a organização do Suas e os desafios que nós temos enfrentado na execução dos serviços, programas e benefícios face a atual conjuntura. Também trazer a importância desta política como fundamental para o município, que é porta de entrada de todas as outras políticas atuantes no município de Prudente”, salienta Renata.

A palestrante destacou que o principal objetivo da conferência é avançar em uma visão coletiva de proteção social ao cidadão prudentino. “Hoje o município dedica esforços, recursos, numa gestão que busca aprimorar e qualificar esse sistema. É muito importante que tenhamos aqui esse diálogo com o cidadão, principalmente, para que ele conheça e reconheça a importância desta política, quando ela atende uma criança, um adolescente, rompendo com o ciclo de violação e pobreza de um adulto ou um idoso”, reitera Renata.